E quando as terapias não funcionam?

Quando falamos em terapia, há duas vertentes conhecidas: a terapia tradicional, praticada pelas escolas da psiquiatria, psicologia e psicanálise; e as chamadas terapias alternativas, ou terapias holísticas, ou ainda terapias integrativas/complementares, que vêm de áreas que tratam o ser humano como um todo (corpo físico, mental, emocional ou espiritual).

O intuito deste texto não é entrar no mérito de cada uma, nem nas suas abordagens teóricas mais aprofundadas. Como sou formada em algumas terapias complementares e trabalho com isso, o foco do texto será nos tratamentos holísticos.

Ao estarmos passando por momentos difíceis e conturbados, provindos de diversas questões (doenças, traumas, depressão, ansiedade, etc.), saímos em busca de ajuda. E, neste caminho, topamos com as terapias alternativas e o que elas podem provocar em  nossas vidas. É inegável que, ao começarmos a pesquisar um pouco mais do que esses auxílios têm a nos oferecer, pensamos que está ali a “promessa” da nossa cura: “nossa, é tanta coisa maravilhosa que essas terapias fazem milagre!”

E fazem mesmo. Mas muitas vezes vemos uma perspectiva equivocada quando as pessoas realmente pensam no que as terapias podem fazer por elas. Por exemplo: acontece, muitas vezes, o seguinte: “ok, as terapias X e Y promovem isso, aquilo e aquele outro. Eu já tentei de tudo, já fui aqui, já fui ali. E parece que nada adianta! Por isso desisti”. Ok, se você se identificou essa questão, é hora de avaliar: de fato, em cada uma dessas terapias, o que realmente você fez para melhorar de seus problemas e mudar a sua vida?

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Eu tenho uma postura muito firme quanto a isso – e até posso ser taxada de chata -, mas, para mim, não existe “milagre” precedido de esforço zero. As pessoas não querem se esforçar, não querem sair da sua zona de conforto, não querem mexer no bolso, não querem acordar cedo, não querem sair de casa em dia de chuva, e por aí vai. Ou seja, tudo é muito sacrificante e: “ah, acho que nem faz tanto efeito assim mesmo, então nem vou mais…”.

E ainda: “por que realmente se esforçar em mudar se a culpa mesmo é do outro… quem tem que mudar é o fulano ou o beltrano, não eu”. Isto é, não querem se confrontar consigo mesmo e talvez perceber que o problema mora ali, devendo haver uma mudança de comportamento, pensamentos e conduta. Por isso a indústria farmacêutica fatura bilhões ano a ano: é muito mais fácil engolir um comprimido do que realmente arregaçar as mangas e fazer tudo aquilo que nos compete na busca de nossa cura, de nossa felicidade, de nossa paz.

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Jamais, aqui, meu intuito é desmerecer a medicina tradicional, seus avanços e importâncias, bem como o que compete à indústria química e farmacêutica. Tudo é importante quando se trata o ser humano como um todo, constituído de partes igualmente essenciais. Mas o comentário pode caber aqui, sim, quanto às pessoas que optam por se medicar por conta própria e, muitas vezes, não há esforço nem em ir nos seus médicos regularmente.

Voltando às terapias alternativas: elas podem sim oferecer grandes milagres em nossas vidas quando, juntamente com elas, fazemos tudo o que está ao nosso alcance para recebermos e sermos ativamente participantes desta “cura”. É um processo, é um caminho, um novo estilo de vida a ser adotado. Portanto, não é da noite para o dia e, sim, é algo que leva tempo. A “casa da cura de nossos problemas” é construída tijolinho por tijolinho, um de cada vez, como qualquer outra coisa em nossa vida.

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Felizmente, muitas pessoas têm se aberto e procurado esses auxílios. Porém, infelizmente, muitas, ao menor sinal de “melhora”, interrompem o tratamento. Como toda cura, os processos de cicatrização são feitos um por um, camada por camada e, tal qual o processo biológico do nosso corpo físico, os desequilíbrios mentais, emocionais e espirituais também possuem o seu período de melhora e transformação.

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Acredito, porém, que qualquer passo que a gente possa dar em prol da nossa melhoria de vida já é um ótimo começo. Mas é preciso entender que temos que fazer a nossa parte, nem que essa parte seja persistindo no auxílio que escolhemos receber, tentando mudar padrões de pensamentos e de conduta, tentando aceitar as dicas que recebemos daqueles que já passaram por situações semelhantes e só querem o nosso bem, ou que estudaram para isso, e realmente colocar algumas dessas dicas em prática.

Em determinadas situações, algumas pessoas afirmam que realmente querem ajuda, mas então alegam: “não tenho dinheiro”, “não tenho tempo”. Tudo é uma questão de prioridades e, portanto, chega o momento de se questionar: na sua vida, qual é a verdadeira prioridade da sua felicidade, do seu equilíbrio? Há auxílios para todos os gostos, para todos os bolsos, para todas as agendas de horários… o que realmente precisa nessa hora é a decisão. É aquela história, que aposto que muitos já ouviram: “quando a gente realmente quer, a gente dá um jeito!”.

Para os que realmente se abrem e se comprometem em atuar ativamente na sua melhora, na sua cura, no seu equilíbrio, seja o tempo que levar, tenho certeza que experimentam verdadeiros “milagres”. Que nada mais são do que o nosso total merecimento, por fazer a nossa parte, voltando para nós e nos abençoando, nos modificando e modificando efetivamente a nossa vida. Como diz uma frase em uma música de Renato Russo: “quem acredita sempre alcança”.

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Você está em um momento na sua vida em que as situações mais te trazem tristeza ou vazio no peito do que qualquer outra coisa? Você sente que sua vida está estagnada? Você sente que sua vida não anda e que as coisas não acontecem? Você sente que parece que nada funciona para você? Você sente que não se encontrou de verdade? Você se sente desconectado com seus amigos e com sua família? Você perdeu o apreço pela vida e está vivendo no modo automático? Você sente que está patinando e passando sempre pelos mesmos “erros”? Você sente que ninguém te entende?

Se você respondeu “sim” para todas ou quase todas as perguntas acima, só tenho uma coisinha bem pequeninha e simples para te dizer: a chave de tudo isso está nas tuas mãos!

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Mas não, não é fácil, não é rápido, não é “milagroso”. Exige tempo, dedicação, disciplina e uma real vontade de mudança dentro do seu coração, uma real vontade de fazer as coisas de fato acontecerem. A decisão é sua! 😉

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2 thoughts on “E quando as terapias não funcionam?

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