Mude seu foco: ações práticas para viver o NÓS

No texto anterior, falei sobre como os Mestres de Luz procuram nos ensinar sobre a importância de vivermos o NÓS, de nos doarmos, visto que muitas pessoas vivem imersas em sofrimentos porque justamente só vivem o EU.

Ainda ontem presenciei uma Regressão que abordava mais ou menos isso. Uma pessoa, em outra vida, que tinha uma vida inútil, só se martirizava e ainda culpava Deus, pois se realmente Deus existisse, por que Ele deixou ELA ser tão sofrida? E então, após o desencarne, quando estava no Plano Astral e foi receber orientação de seu Mentor, ela levou um sermão. Isso mesmo que você leu, sermão! E dizia o seguinte:

“Não culpe Deus se você não arregaçou as mangas e foi à luta. Não culpe Deus se você nunca quis dar um sorriso. Não culpe Deus se você quis enxergar a sua vida sem cor. Não culpe Deus se você sentia prazer em seu próprio sofrimento para chamar a atenção. Não culpe Deus se você não se importou em deixar um legado após a sua morte. Não culpe Deus se você não lutou para ter a sua individualidade, se deixando ser uma qualquer. Você é quem cria a sua própria realidade. DEUS AJUDA QUEM SE AJUDA!”

Forte né? Imagina chegar de volta à nossa morada e encontrar o seu Amigo Espiritual, aquele que tanto quis te ajudar, te orientar, que possui todo amor e toda paciência e compaixão do mundo, desse jeito. Literalmente se sentindo de mãos atadas porque seu pupilo ou sua pupila passou essa vida inútil, culpando Deus e todo mundo, e exigindo que a vida fosse diferente, mas ficou de braços cruzados esperando os milagres acontecerem.

Ok, mas já falei bastante sobre isso no texto anterior e hoje o foco é partirmos para a prática. Já entendemos a importância de buscarmos viver o NÓS, nos doando e fazendo a nossa parte, certo? Então agora é hora de ver COMO:

Doações materiais

Uma das primeiras ideias que nos surgem quando falamos em caridade e doações é a doação de dinheiro. De maneira alguma a doação em dinheiro é errada, porém temos que ter o cuidado de esse tipo de doação não se tornar uma armadilha. Explicando melhor: é muito cômodo eu achar que estou fazendo uma grande ação tirando 10 reais da carteira para ajudar aquele grupo de voluntariado e pronto, não fiz mais do que minha obrigação, sem mais esforços da minha parte. O ato não é errado, apenas devemos enxergá-lo da maneira correta e termos consciência disso.

Outro tipo de doação material é verificarmos em nossas casas o que temos sobrando, o que não está sendo usado e que possamos doar, por exemplo: roupas, cobertas, eletrodomésticos, produtos, etc. Esta prática é muito boa, pois além de você fazer a energia da sua casa circular, tirando o que está parado, você está exercendo o desapego, algo muito positivo em termos espirituais e energéticos. Então, periodicamente, faça um inventário de tudo que você possa passar adiante, sempre para alguém isso será muito útil!

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Grupos de voluntariado

Eles existem aos montes. Em qualquer comunidade, em qualquer entidade, você pode encontrar um lugarzinho para prestar algum auxílio. Seja ajudando as crianças, seja ajudando os idosos, seja ajudando os animais. Não há discriminação nessa hora, pois o importante é ajudar e você se sentir bem ajudando aquele determinado grupo.

Se você não tem muito tempo para estar ativo no grupo, participe em eventuais ocasiões: o grupo pode precisar de um evento para arrecadar fundos, então ajude a organizá-lo ou participe no dia do evento ajudando de alguma forma; pense em uma campanha criativa para ajudar a divulgar a causa e, ainda, angariar verba; mova esforços para ajudar a criar um site, um material educativo, uma página no Facebook… com essa divulgação, você pode até ajudar a conseguir mais adeptos à causa do grupo em questão; faça produtos que o grupo possa vender e obter mais lucro, ou até mesmo patrocine um produto que o grupo comercialize, como camisetas, pois assim o valor que você pagará se multiplicará quando voltar para o grupo; e por aí vai…

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Grupos espiritualistas

Outra maneira maravilhosa de fazer a sua parte é frequentar um centro espírita, espiritualista, umbandista ou qualquer outra religião que você se sinta bem. Quando nos unimos a um grupo com propósitos espirituais, ajudamos a multiplicar esta energia e não somente estaremos ajudando os outros, como a nós mesmos. Quando movemos esforços para ajudar a nós mesmos, consequentemente estamos criando uma energia que beneficia outros a nossa volta também.

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Você também pode criar a sua própria atividade espiritualista em casa, como praticar o Evangelho no Lar. Seja sozinho ou reunindo a família, a prática do Evangelho no Lar faz com que se crie um ponto de luz na sua casa e, quanto mais você o pratica, mais essa luz se expande, beneficiando toda a vizinhança e, até mesmo, a cidade. O Evangelho no Lar consiste na leitura de uma obra sagrada, sempre no mesmo dia e horário da semana, que pode ser o Evangelho Segundo o Espiritismo ou qualquer outra obra espiritualista que você goste.

Ainda, você pode participar de outros tipos de grupos, como grupos de meditação, grupos de estudos, grupos de práticas energéticas como a dança circular ou yoga, e etc. Qualquer grupo que expanda o seu conhecimento e a sua energia estará, automaticamente, também beneficiando outros ao seu redor. Não há preço que pague você poder ajudar alguém com algum conhecimento ou com alguma prática que você aprendeu.

Cursos de Reiki

Essa dica eu dou para todas as pessoas que chegam até a mim e dizem: “Ju, eu gostaria de ajudar mas não sei como!” Os cursos de Reiki são meios maravilhosos de fazermos a nossa parte, de ajudarmos os outros e, ainda, transformarmos completamente a nossa vida. Quem já passou pelos cursos de Reiki sabe o quão o Reiki se torna uma bênção em nossas vidas.

Com o Reiki, além de você ter uma maravilhosa técnica em benefício próprio, para trabalhar a sua energia e dos locais que você frequenta, a sua proteção, o fortalecimento da sua saúde, você ainda utiliza o Reiki para ajudar a sua família, ou um grande número de pessoas ao mesmo tempo ou sempre que uma pessoa em específico estiver precisando. Para quem ama os animais, também pode utilizar o Reiki para ajudar os bichinhos.

Como isso acontece? Quando nos tornamos Reikianos e aprendemos a técnica, podemos enviar Reiki à distância, ou seja, você pode estar no conforto da sua casa e ainda fazer a sua parte ajudando os outros, reservando poucos minutos do seu dia para emanar Reiki a quem precisar, até mesmo para o Planeta.

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O importante é ajudar…

Aqui eu abordei algumas poucas maneiras de como você pode contribuir e viver o NÓS que tanto abordamos no último texto. Mas quando se trata de ajuda, as opções não param por aí. O importante mesmo é a intenção, você ir atrás e demonstrar interesse, pois assim as opções começam a surgir e você pode sentir com o seu coração o que mais lhe atrai.

E não esqueça: Deus ajuda quem se ajuda! 😉

Mude seu foco: enxergue além do seu próprio umbigo

Dentre as técnicas que trabalho, uma delas é a de Regressão Terapêutica, método utilizado pela Psicoterapia Reencarnacionista para a rememoração de vidas passadas (saiba mais neste post). Nas experiências com o Plano Espiritual nos momentos de Regressão, muitas vezes alguns Amigos Espirituais vêm para dar orientações, mensagens, conselhos, etc. Inclusive, já escrevi um texto aqui no blog sobre as mensagens que os Mestres já repassaram.

Frequentemente, o foco dessas orientações aborda a questão do sofrimento das pessoas e o quanto ele está intimamente ligado ao fato de que essas pessoas não fazem nada em suas vidas a não ser que seja para si mesmas. Em outras palavras, o egoísmo de uma vida de não olhar para além do seu próprio umbigo.

Sim, eles comentam que grande parte das pessoas está imersa em sofrimento porque no seu vocabulário encontra-se apenas o EU, e nunca o NÓS. EU não tenho o carro que quero; EU me sinto cansada; EU não estou no peso que gostaria; EU não consigo mais ir ao salão de beleza; EU não tenho tempo para nada; EU não tenho dinheiro para fazer um curso de inglês; EU não suporto mais as pessoas ao meu redor; EU não suporto meu pai; EU não suporto minha mãe; EU não suporto meu marido/esposa; EU não sou valorizada no que faço; EU não tenho o reconhecimento que espero dos outros; e por aí vai. EU…EU…EU. E a vida vai passando e o Universo girando em torno do umbigo dessas pessoas.

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Geralmente, essas pessoas apresentam grande problema de baixa autoestima, porque como elas estão acostumadas a se colocarem no centro de tudo e esperam que os outros assim o façam, frustrando-se com muita facilidade quando isso não acontece. E aqui, quando falo em NÓS, não inclui somente pessoas do próprio círculo de convívio, como a família. Pessoas que estão acostumadas com o EU alimentam uma falsa crença de que ajudam os familiares e amigos, mas essa ajuda, no fundo, tem uma conotação egoísta, pois esperam sempre serem reconhecidas pelo que fazem e isso é totalmente o oposto do propósito desse assunto.

Geralmente, são pessoas que só reclamam, acham que Deus se voltou contra elas, que possuem uma vida infeliz (mesmo tendo tudo, e não falo só de bens materiais) e que nada dá certo. Mas no fundo, são pessoas que querem obter retorno sem o menor esforço, não fazem a sua parte e esperam de braços cruzados que os milagres caiam do céu. Literalmente, possuem uma vida inútil, uma vida que só dá trabalho, da qual terão que prestar contas quando passarem do plano físico e voltarem para a casa espiritual, pois não estamos aqui só para propósitos individuais: “o que você fez pela evolução, sua e dos irmãos?”

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Para exemplificar, trago a questão 988 do Livro dos Espíritos: Pessoas cuja vida se escoa em perfeita calma; que nada precisando fazer por si mesmas, se conservam isentas de cuidados. Provará essa existência ditosa que elas nada têm que expiar de existência anterior?

“Conheces muitas dessas pessoas? Enganas-te, se pensas que as há em grande número. Não raro, a calma é apenas aparente. Talvez elas tenham escolhido tal existência, mas, quando a deixam, percebem que não lhes serviu para progredirem. Então, como o preguiçoso, lamentam o tempo perdido. Sabei que o Espírito não pode adquirir conhecimentos e elevar-se senão exercendo a sua atividade. Se adormece na indolência, não se adianta. Assemelha-se a um que (segundo os vossos usos) precisa trabalhar e que vai passear ou deitar-se, com a intenção de nada fazer. Sabei também que cada um terá que dar contas da inutilidade voluntária da sua existência, inutilidade sempre fatal à felicidade futura. Para cada um, o total dessa felicidade futura corresponde à soma do bem que tenha feito, estando o da infelicidade na proporção do mal que haja praticado e daqueles a quem haja desgraçado”.

A inutilidade voluntária de uma existência: isso é muito, muito sério!

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Ainda, são pessoas que, frequentemente, procuram um problema para cada solução:

– Eu preciso de ajuda, estou infeliz.

– Leia um livro!

– Tenho preguiça.

– Participe de um curso!

– Não quero perder meu final de semana.

– Vamos em uma palestra no centro espírita!

– À noite gosto de ficar em casa descansando!

– Medite!

– Não tenho tempo!

E por aí vai…

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O Plano Espiritual, lá de cima, então, fica de mãos atadas, porque geralmente essas pessoas pedem ajuda e, quando essa ajuda é enviada (e note que a ajuda nunca vem de graça… ela exige sim um pouquinho de empenho da nossa parte), colocam empecilho em tudo. Eles devem comentar: – mas aí fica difícil! (rsrsrs)

A questão em que quero chegar, e os Mestres nos falam muito sobre isso, é da importância de se doar, de reservar uma parcela da nossa vida, por menor que seja, para fazermos algo de útil que não apenas para o EU. Para destinarmos um pouquinho de esforço e energia para o NÓS. Para realmente contribuir com a propagação do bem… e quando se fala nisso, em nenhum momento se pensa em quantidade, e sim qualidade. Não é o tempo, a quantia, o tamanho da sua ajuda que conta e sim somente a ajuda e ponto final.

Quando falamos em se doar, não é para virar uma Madre Tereza de Calcutá, Jesus Cristo, Dalai Lama. Falamos em contribuir, de alguma forma, com o que temos de bom, com o que gostamos de fazer, e TODOS possuímos isso dentro de nós.

Quando falamos em se doar, não é dar dinheiro aos pobres, alimentar os famintos, dar cobertas para os que sentem frio. Isso também. Mas, o que eu tenho constatado é que a melhor doação que podemos fazer, que mais surte efeito em questões espirituais e energéticas, na evolução como um todo, é doar o nosso tempo! Participar de atividades, sejam individuais ou coletivas, que não visem somente a nós mesmos e a satisfações do ego.

Citando Allan Kardec novamente: “Não há salvação fora da caridade”. E não há mesmo! Podemos encontrar na caridade tudo que precisamos, tudo mesmo. A caridade, isto é, fazer o bem sem olhar a quem e, o mais importante, sem esperar nada em troca, é alimento para a alma. Preenche e fortalece por dentro, não deixando espaço para o sofrimento.

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Não sabe do que eu estou falando? Procure dizer uma palavra amiga, de incentivo, quando alguém vier reclamar dos próprios problemas, ao invés de se aborrecer e revirar os olhos. Ao amparar com as palavras (e note, algo de graça e que não toma muito do nosso tempo) e ouvir do outro que está mais leve, mais tranquilo após ter desabafado e encontrado amparo, não há preço que pague! O sentimento que surge no peito, ao realizarmos algo em prol de alguém sem a mínima conotação egoísta, é literalmente incomparável!

Quando ajudamos alguém, sem ficar esperando reconhecimento, faz com que nossos problemas pareçam tão pequenos, tão insignificantes, diante da magnitude da vida. A magnitude de fazer parte do todo, de estarmos todos conectados, de todos estarmos aqui neste plano querendo a mesma coisa: evoluir e ser feliz. E no meio de tudo isso, não há tempo para o sofrimento, pois ajudar a aliviar o sofrimento alheio, amparar o próximo, gradativamente vai fazendo com que essa palavra nem exista mais em nossa vida.

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O reconhecimento, e novamente isso é uma mensagem dos Amigos Espirituais, vem lá de cima e é esse o reconhecimento que importa. Ajudar, amparar, viver o NÓS, vai nos dando pontinhos na prancheta de Deus, nos transformando em pessoas realmente merecedoras da felicidade, merecedoras da vida que desejamos. E aí, quando isso acontece, quando a alma fica mais leve, nossa vida germina e vira um campo fértil para a prosperidade, para a leveza, para a plenitude. E sabe por quê? Por que paramos de procurar lá fora e passamos a olhar para dentro!

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Sim, essa realmente foi uma mensagem recebida em uma Regressão, querendo dizer para a pessoa que ela poderia ter a vida que desejasse, se se ocupasse em se doar, sair do egoísmo de uma vida somente para o si!

Por que tudo, tudo mesmo, é uma questão de energia, de ação e reação, de lei da atração. E quando desejamos o bem, é isso que teremos. Quando desejamos o amor, é isso que teremos. Quando desejamos que o outro seja feliz, é isso que teremos. Quando amparamos os outros, estaremos sempre, sempre amparados. Novamente, a frase mais citada de Buda por mim: não está gostando do que está recebendo, perceba o que está emitindo. E então, mude o foco… foque na emissão e pare de se martirizar e se vitimizar com o recebimento, afinal ele é produto das suas próprias ações e escolhas.

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Torne-se útil! Uma pessoa útil para o mundo é uma pessoa útil para a espiritualidade. E quando eles enxergam uma pessoa se esmerando para fazer o bem pelos outros, eles literalmente movem montanhas para que essa pessoa tenha amparo e felicidade com a vida que deseja, como uma forma de retribuição pela ajuda. E, para quem presta atenção, é muito fácil sentir a ajuda e o amparo deles. Novamente, isso é alimento para a alma.

Ficou cansado só de ler esse texto, porque não tem a mínima vontade de ajudar e se doar? Já encontrou mil e um empecilhos? Sinto informar, mas ninguém vem para essa vida para não passar trabalho. Se nem Chico Xavier se eximiu de ter disciplina, o que dirá de nós, pobres mortais! Quer mudar de vida? Quer sair do sofrimento? Quer ser uma pessoa mais positiva? É hora de arregaçar as mangas!

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Não sabe como mas quer ajudar? Não tem muito tempo nem dinheiro mas quer ajudar? Não sabe como ser útil? No próximo post darei dicas de como fazer o bem, de como conquistar a vida que você deseja ao desviar o foco do próprio umbigo 😉

A jornada da Reforma Íntima

“Conhece-te a ti mesmo”. Sócrates, entre 399 a 470 a.C., já nos indicava o caminho. Este brilhante e singular filósofo pregava a exploração do mundo interior, acreditando que o homem não seria feliz se não se voltasse, reflexivamente, para si mesmo.

Conforme no texto anterior aqui do blog, prometi que escreveria sobre Reforma Íntima, pois é a principal abordagem com a qual a Psicoterapia Reencarnacionista trabalha. Sem Reforma Íntima, não há mudança, não há melhoria de vida, não há solução dos problemas, não há cura das doenças… pois simplesmente o mundo externo reflete o mundo interno.

Mas o que é a Reforma Íntima e por que ela não está presente no nosso dia a dia?

Reforma Íntima, como o nome indica, é a reforma de si mesmo, do nosso interior. Reforma Íntima predispõe uma viagem ao centro do nosso Ser, adentrando sentimentos e emoções que estão malcuidados, escanteados, deixados para “depois”. Reforma Íntima é um despertar, lento, da própria consciência, proporcionando o alargamento do entendimento de que somos um Ser composto de corpos físico, emocional, mental e espiritual.

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Reforma Íntima é olhar para dentro, é se tornar expectador das próprias fragilidades, descobrindo dentre elas nossas inúmeras potencialidades. Reforma Íntima é tomar de assalto a autoestima, o amor próprio, estimulando, acima de tudo, o bem querer, o “auto” bem querer. Reforma Íntima, na sua forma mais destacada, é assumir a responsabilidade por tudo que acontece em nossa vida, parando de procurar mocinhos ou vilões, parando de jogar a culpa em “Deus e todo mundo”, compreendendo que somente cabe a nós mesmos a mudança de vida, a solução dos problemas, a busca pela paz e pela felicidade.

A Reforma Íntima, por não ser um processo fácil, é adiada muitas vezes por tempo indeterminado. Fazendo analogia a reforma de uma casa: reforma sempre é barulhenta, faz sujeira, muita bagunça, causa stress, preocupação, corrida contra o tempo. Porém, após o período da reforma, no momento em que o projeto fica pronto, que a casa está renovada, vem aquele sentimento de “valeu a pena”. A gente suspira, admira, e percebe o quanto ficou muito melhor e que cada tormento durante o período compensou, pois não tem preço vivermos em meio à beleza, à organização, ao conforto.

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E é exatamente assim uma Reforma Íntima. Ela bagunça, sim. Ela causa stress, muito stress, pois não é fácil nos confrontarmos com nossos problemas, com nossas fragilidades, com nossos “defeitos”. Durante a Reforma Íntima, pensamos em desistir inúmeras vezes, afinal era mais fácil quando jogávamos a culpa no fulano ou no beltrano pela maneira como nos sentíamos. Mas enquanto a “obra” vai tomando forma, cantos floridos e iluminados vão surgindo. E descobrimos que havia um mundo não explorado ali, o mundo do autoconhecimento. Este, sim, não tem preço.

O autoconhecimento nos proporciona a consciência da efemeridade da vida. O autoconhecimento proporciona leveza na maneira de encarar o mundo. Então, de repente, ser feliz passa a ser tão simples. De repente a paz que eu tanto almejava estava o tempo todo dentro de mim e eu não havia percebido.

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De repente, não tenho mais medo da solidão pois a minha própria companhia me basta. De repente, os momentos que divido com alguém se tornam mais ricos, pois o autoconhecimento me proporcionou aceitar e compreender mais as pessoas que me rodeiam.

De repente, cada conversa ou cada situação trazem de presente um grande aprendizado, pois agora entendo que a vida é uma escola e que eu aprendo todos os dias, o tempo inteiro. E de repente, eu aprendo que quanto mais eu aprendo, mais eu tenho a aprender, e assim faço brotar em mim a humildade, a paciência, a calma e a alegria de viver um dia após o outro.

De repente, percebo que sonhos são pequenas demonstrações que Deus dá da sua presença em minha vida, e que percorrê-los se torna uma das coisas mais gratificantes que vou experimentar, pois ali percebo minha força, minha garra, e o entendimento que só cabe a mim transformar a minha vida naquilo que eu realmente almejo. Então, de repente, percebo que não existem milagres e, sim, a recompensa, o merecimento, de tudo o que eu planto a cada segundo da minha existência.

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De repente eu aceito a tristeza, quando ela se aproxima, pois sei que ela não faz parte de quem eu sou, da minha essência, pois eu decidi, ao me conhecer, ser uma pessoa melhor, uma pessoa que aproveita o melhor da vida, sem irreais expectativas. Quando ela aparece, não a transformo em algo muito maior do que realmente é, apenas tento entender o que ela está fazendo ali e o que eu posso fazer para ela ir embora.

Então, de repente, aqueles momentos conturbados e bagunçados com os quais eu me confrontei com o pior lado de mim mesma fizeram brotar em mim o amor, a compaixão, a aceitação de que sim sou uma pessoa imperfeita, em busca de evolução. E aí, não mais que de repente, sinto brotar dentro do meu peito, em uma vibração gostosa que parece querer extravasar, um sentimento que tem um nome tão lindo, tão lindo, que só pode ser divino: a gratidão.

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Então, de repente, sou grata a tudo que me rodeia. Por respirar, por ter a oportunidade de errar e aprender, e de cair e levantar novamente. Sou grata pela vida que Deus me deu, entendendo que é a melhor vida que eu poderia ter para mim mesma, de acordo com os meus débitos e créditos do passado.

Sou grata pela cama confortável, pelo banho quentinho, pela comida que aconchega. Sou grata por conseguir sentir o amor e a felicidade nas pequenas coisas do meu dia a dia, como nos romrons e nos miaus dos meus gatinhos.

Sou grata pelos olhos que enxergam as belezas da Natureza, pelos ouvidos que escutam lindas músicas que acalentam a alma, pelo toque de sentir o abraço da pessoa amada, pelo olfato que experimenta os mais sublimes aromas que o Universo pode criar, pelo paladar que sente os sabores da vida.

E então, de repente, sou grata por sentir a gratidão, entendendo que não é um processo fácil, que minha natureza egóica não foi programada para dar atenção a tudo que já possuo e, sim, a buscar sempre mais daquilo que ainda não tenho.

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Portanto, retomando, a Reforma Íntima, quando levada a sério, nos traz de volta ao que existe de mais autêntico em nosso Ser. Não é fácil, exige disciplina, coragem, empenho, trabalho, reflexão, estudo. Mas vale a pena. Vale muito a pena! Vale cada segundo, cada minuto, cada suor, cada lágrima. A Reforma Íntima proporciona algo que jamais alguém poderá tirar de você: a paz e a felicidade de pertencer a si mesmo.

Como conseguir tudo isso? Com ajuda! Sempre costumo dizer que todos nós precisamos de ajuda. Não viemos para esta vida para passar tudo sozinhos. É bonito, é humilde, é autêntico pedir ajuda. Portanto, expanda sua perspectiva, busque ajuda! Nos dias de hoje temos tantas alternativas, e não somente as que exigem muitos custos. Basta querer!

Desperte para a vida 😉