Relacionamentos conflituosos: de quem é a culpa?

Nós descemos à Terra para mais uma experiência material carregando na “mala” três objetivos essenciais: 1. Melhorar (ou curar) nossas inferioridades; 2. Harmonizarmo-nos com espíritos irmãos; 3. Gerar bons exemplos. A partir disso, o enfoque do texto de hoje será sobre a tarefa de número dois, que consiste, basicamente, nos nossos relacionamentos.

Não há como negar que a convivência humana não é fácil. Estamos, quase o tempo todo, nos relacionando com outras pessoas. Seja na escola, na faculdade, no trabalho, na família, no grupo de amigos, em cursos, e por aí vai. E dentro dessas relações, há quem temos maior sintonia, maior ligação, e há aqueles pelos quais sentimos que “nosso santo não bate”, como costumamos dizer.

Na escola, pode ter aquele colega que se destaca e chama mais a atenção e, consequentemente, podemos criar uma antipatia para com ele. No trabalho, podemos ter problemas em lidar com nosso chefe ou até com um ou mais colegas; pode ter aquela pessoa que trabalha ao nosso lado e parece que tudo que ela fala ou faz nos causa irritação. Na família, podemos sentir que nosso pai ou nossa mãe tem preferência ao outro filho a nós; podemos ter aquela tia que vive insistindo em dar “pitaco” na nossa vida e nos magoamos. Nos relacionamentos conjugais, podemos ter convivências com muitos altos e baixos, gerando muitas brigas.

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Tem aquelas pessoas que não nos valorizam. Tem outras que parecem abusar de nossa boa vontade. Tem, ainda, aquelas que parecem viver só para nos incomodar, nos “encher o saco”, tirar a nossa paz. Tem também aquelas que parecem sentir prazer em nos magoar, nos dizendo coisas para estremecer a nossa autoestima. E, ainda, tem aquelas que são extremamente teimosas, que insistem em não ouvir o que dizemos a elas e não fazem o que achamos certo. Por aí vai…

Identificou-se em pelo menos uma das situações? Sim? Então eu te pergunto: será assim mesmo? Será que são essas pessoas que são realmente responsáveis, as “culpadas”, pela maneira como nos sentimos? Se uma pessoa nos faz sofrer, como mudar essa situação? Afastar-se seria a melhor solução? Ou o certo seria exigir que ela mude?

Existe apenas uma resposta a todas essas questões: está tudo dentro de ti!

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Chato saber disso né? “Como assim Juliana? A pessoa é uma ‘mala sem alça’ e eu é que sou a culpada disso?”… Mais ou menos por aí. Não que a pessoa se exima de ser como ela é, mas a questão toda é como reagimos a ela. A maneira como a pessoa age é karma dela, já a maneira como nós reagimos é karma nosso.

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Explicando melhor. Certa vez, ouvi uma terapeuta dizer o seguinte: só existem duas razões pelas quais nos incomodamos com as pessoas – 1. ou é por que essa pessoa é nosso espelho, ou seja, reflete algo que não temos bem resolvido dentro de nós; ou 2. estamos querendo mudar essa pessoa. Confesso que quando ouvi isso, levei um choque: como assim só existem essas duas razões? Deve haver mais sim! E, desde então, passei a prestar mais a atenção nas situações em que uma relação com uma pessoa estava me incomodando. E, para não dizer que foram 100% das vezes, afirmo que 90% entraram na 2ª opção.

Sim. Em quase todas as situações em que eu estava diante de uma pessoa e a maneira com que ela agiu ou o que ela disse me incomodou, chateou, irritou, eu identifiquei que a origem disso estava no meu julgamento, isto é, naquele momento eu achava que ela deveria agir diferente… ou, simplesmente, ser diferente. E como isso se chama? Orgulho! Ah, esse danado… Devido ao orgulho, não concordamos com a forma que a pessoa age ou pensa e julgamos que ela deveria agir ou pensar como nós achamos melhor. E é aí que começam os problemas!

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Conforme um trecho do livro Evolução Espiritual na Prática, de Bruno Gimenes e Patrícia Cândido (p. 94): “Estas cobranças de comportamento são as grandes causadoras de conflitos entre as famílias e as principais responsáveis pelo aprisionamento que as almas têm umas com as outras…”. E quando eles dizem família, podemos substituir por qualquer outro tipo de relacionamento, embora na família isso seja mais gritante.

Como queremos cobrar que uma pessoa seja diferente, se muitas vezes nem nós mesmos conseguimos mudar? Como queremos exigir que uma pessoa mude se não sabemos a idade do espírito dela, que inclusive pode ser mais evoluído e sábio que o nosso? Como mudar uma pessoa que há centenas ou milênios está formando a sua personalidade? Como eu costumo brincar, mas com um pingo de verdade: “não somos Deus, como queremos ter a pretensão de mudar alguém?”. As exigências de mudanças estão entre as principais causas de transtornos e revoltas.

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“Mas aí então devemos nos eximir de tentar ajudar alguém? Devemos nos eximir de querer apenas que a pessoa viva melhor, por isso queremos que ela mude? Se, muitas vezes, queremos que alguém mude, é por que a amamos e queremos o bem dela”. Sim, e eu concordo 100% com isso! Mas não esqueça da 3ª razão pela qual estamos aqui: gerar bons exemplos. Isto é, a nossa parte devemos fazer sempre, que é orientar, consolar, auxiliar, etc, porém se a pessoa vai corresponder, aí é outra história.

Tolerância Gandhi

Se existem 7 bilhões de pessoas no Planeta, existem 7 bilhões de verdades. O que faz sentido para mim pode não fazer para o outro. O que serve para mim pode não servir para o outro. Portanto, o maior aprendizado que isso tudo nos mostra é que devemos exercitar, acima de tudo, respeito e aceitação. E isso só vai ser possível quando tivermos muito bem seguros e fundamentados nossos princípios e valores.

E, por falar em aprendizado, vamos a 1ª questão então: se eu convivo com alguém que me incomoda, me magoa, me chateia, me irrita, etc., e se, no Universo, semelhante atrai semelhante, é por que algo eu tenho a aprender com essa pessoa! E por que ela tem essa influência toda sobre mim? Ou é por que eu estou permitindo – e aí entra a frase de Buda: “se você não está gostando do que está recebendo, perceba o que está emitindo” – de acordo com as minhas atitudes, ou até mesmo por não falar claramente o que eu penso, não impondo respeito; ou é por que dentro de mim há algo precário, precisando de atenção, que sob qualquer palavra ou atitude, já desperta um sentimento negativo ou desequilibrado em mim.

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Se eu estou sempre me magoando com o que os outros dizem, é por que eu sou insegura em relação a mim mesma, e aí entra autoestima, aí entra amor próprio que está gritando por atenção! Se as pessoas me irritam, se parece que o mundo está num complô contra mim para me tirar do sossego, é por que eu não estou sendo humilde, respeitando e aceitando as pessoas como elas são, o tempo de cada um. E aí entra egoísmo, aí entra orgulho que está precisando de equilíbrio. Compreende?

Ainda, podemos incluir a questão do karma: não só atraímos as pessoas e situações certas que fazem aflorar o que precisa ser melhorado dentro de nós (os gatilhos, para quem já leu Como Aproveitar a Sua Encarnação, do Mauro Kwitko), como também estamos ligados por laços kármicos. Isto é, temos pessoas no nosso convívio que precisamos nos harmonizar, devido a situações que ocorreram em outras vidas.

Você sofre por que um irmão cometeu uma injustiça contigo? Você se magoa por que percebe que você faz tudo por alguém, e essa pessoa não valoriza? Você sofre por que alguém te traiu ou abandonou? Então é neste momento que, conforme uma crença e visão reencarnacionista, devemos refletir o que podemos ter feito em uma outra vida para estar passando por isso. Geralmente acontece o oposto: se numa vida roubamos, na outra somos roubados; se numa vida traímos, na outra somos traídos, etc., para vivermos na “pele” o que um dia já causamos.

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É difícil, com certeza. Novamente, como sempre comento aqui no blog, tudo é uma questão de autoconhecimento, que vem com a Reforma Íntima. Quando nos conhecemos, sabemos das nossas inferioridades, ou seja, daquilo que precisamos melhorar, daquilo que nosso espírito tem a tendência a sentir, e afrouxamos a pressão que colocamos em nós mesmos e nos outros.

Conforme uma frase em uma regressão uma vez: “quem quer provar algo para alguém é o ego, o espírito sabe que basta apenas tentar”. Tentemos ser mais compreensíveis uns com os outros. Tentemos ser mais tolerantes. Tentemos ser mais humildes e pacienciosos. Tentemos, acima de tudo, ter mais compaixão. Todos somos centelhas de Deus, isto é, todos temos a divindade dentro de nós, ninguém é melhor do que ninguém. Todos temos um lado bom, um lado que quer atenção e amor.

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Todos queremos amar e sermos amados. E, por isso, no próximo texto, farei a continuação deste assunto, porém com enfoque nos relacionamentos conjugais. Até lá 😉

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A jornada da Reforma Íntima

“Conhece-te a ti mesmo”. Sócrates, entre 399 a 470 a.C., já nos indicava o caminho. Este brilhante e singular filósofo pregava a exploração do mundo interior, acreditando que o homem não seria feliz se não se voltasse, reflexivamente, para si mesmo.

Conforme no texto anterior aqui do blog, prometi que escreveria sobre Reforma Íntima, pois é a principal abordagem com a qual a Psicoterapia Reencarnacionista trabalha. Sem Reforma Íntima, não há mudança, não há melhoria de vida, não há solução dos problemas, não há cura das doenças… pois simplesmente o mundo externo reflete o mundo interno.

Mas o que é a Reforma Íntima e por que ela não está presente no nosso dia a dia?

Reforma Íntima, como o nome indica, é a reforma de si mesmo, do nosso interior. Reforma Íntima predispõe uma viagem ao centro do nosso Ser, adentrando sentimentos e emoções que estão malcuidados, escanteados, deixados para “depois”. Reforma Íntima é um despertar, lento, da própria consciência, proporcionando o alargamento do entendimento de que somos um Ser composto de corpos físico, emocional, mental e espiritual.

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Reforma Íntima é olhar para dentro, é se tornar expectador das próprias fragilidades, descobrindo dentre elas nossas inúmeras potencialidades. Reforma Íntima é tomar de assalto a autoestima, o amor próprio, estimulando, acima de tudo, o bem querer, o “auto” bem querer. Reforma Íntima, na sua forma mais destacada, é assumir a responsabilidade por tudo que acontece em nossa vida, parando de procurar mocinhos ou vilões, parando de jogar a culpa em “Deus e todo mundo”, compreendendo que somente cabe a nós mesmos a mudança de vida, a solução dos problemas, a busca pela paz e pela felicidade.

A Reforma Íntima, por não ser um processo fácil, é adiada muitas vezes por tempo indeterminado. Fazendo analogia a reforma de uma casa: reforma sempre é barulhenta, faz sujeira, muita bagunça, causa stress, preocupação, corrida contra o tempo. Porém, após o período da reforma, no momento em que o projeto fica pronto, que a casa está renovada, vem aquele sentimento de “valeu a pena”. A gente suspira, admira, e percebe o quanto ficou muito melhor e que cada tormento durante o período compensou, pois não tem preço vivermos em meio à beleza, à organização, ao conforto.

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E é exatamente assim uma Reforma Íntima. Ela bagunça, sim. Ela causa stress, muito stress, pois não é fácil nos confrontarmos com nossos problemas, com nossas fragilidades, com nossos “defeitos”. Durante a Reforma Íntima, pensamos em desistir inúmeras vezes, afinal era mais fácil quando jogávamos a culpa no fulano ou no beltrano pela maneira como nos sentíamos. Mas enquanto a “obra” vai tomando forma, cantos floridos e iluminados vão surgindo. E descobrimos que havia um mundo não explorado ali, o mundo do autoconhecimento. Este, sim, não tem preço.

O autoconhecimento nos proporciona a consciência da efemeridade da vida. O autoconhecimento proporciona leveza na maneira de encarar o mundo. Então, de repente, ser feliz passa a ser tão simples. De repente a paz que eu tanto almejava estava o tempo todo dentro de mim e eu não havia percebido.

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De repente, não tenho mais medo da solidão pois a minha própria companhia me basta. De repente, os momentos que divido com alguém se tornam mais ricos, pois o autoconhecimento me proporcionou aceitar e compreender mais as pessoas que me rodeiam.

De repente, cada conversa ou cada situação trazem de presente um grande aprendizado, pois agora entendo que a vida é uma escola e que eu aprendo todos os dias, o tempo inteiro. E de repente, eu aprendo que quanto mais eu aprendo, mais eu tenho a aprender, e assim faço brotar em mim a humildade, a paciência, a calma e a alegria de viver um dia após o outro.

De repente, percebo que sonhos são pequenas demonstrações que Deus dá da sua presença em minha vida, e que percorrê-los se torna uma das coisas mais gratificantes que vou experimentar, pois ali percebo minha força, minha garra, e o entendimento que só cabe a mim transformar a minha vida naquilo que eu realmente almejo. Então, de repente, percebo que não existem milagres e, sim, a recompensa, o merecimento, de tudo o que eu planto a cada segundo da minha existência.

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De repente eu aceito a tristeza, quando ela se aproxima, pois sei que ela não faz parte de quem eu sou, da minha essência, pois eu decidi, ao me conhecer, ser uma pessoa melhor, uma pessoa que aproveita o melhor da vida, sem irreais expectativas. Quando ela aparece, não a transformo em algo muito maior do que realmente é, apenas tento entender o que ela está fazendo ali e o que eu posso fazer para ela ir embora.

Então, de repente, aqueles momentos conturbados e bagunçados com os quais eu me confrontei com o pior lado de mim mesma fizeram brotar em mim o amor, a compaixão, a aceitação de que sim sou uma pessoa imperfeita, em busca de evolução. E aí, não mais que de repente, sinto brotar dentro do meu peito, em uma vibração gostosa que parece querer extravasar, um sentimento que tem um nome tão lindo, tão lindo, que só pode ser divino: a gratidão.

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Então, de repente, sou grata a tudo que me rodeia. Por respirar, por ter a oportunidade de errar e aprender, e de cair e levantar novamente. Sou grata pela vida que Deus me deu, entendendo que é a melhor vida que eu poderia ter para mim mesma, de acordo com os meus débitos e créditos do passado.

Sou grata pela cama confortável, pelo banho quentinho, pela comida que aconchega. Sou grata por conseguir sentir o amor e a felicidade nas pequenas coisas do meu dia a dia, como nos romrons e nos miaus dos meus gatinhos.

Sou grata pelos olhos que enxergam as belezas da Natureza, pelos ouvidos que escutam lindas músicas que acalentam a alma, pelo toque de sentir o abraço da pessoa amada, pelo olfato que experimenta os mais sublimes aromas que o Universo pode criar, pelo paladar que sente os sabores da vida.

E então, de repente, sou grata por sentir a gratidão, entendendo que não é um processo fácil, que minha natureza egóica não foi programada para dar atenção a tudo que já possuo e, sim, a buscar sempre mais daquilo que ainda não tenho.

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Portanto, retomando, a Reforma Íntima, quando levada a sério, nos traz de volta ao que existe de mais autêntico em nosso Ser. Não é fácil, exige disciplina, coragem, empenho, trabalho, reflexão, estudo. Mas vale a pena. Vale muito a pena! Vale cada segundo, cada minuto, cada suor, cada lágrima. A Reforma Íntima proporciona algo que jamais alguém poderá tirar de você: a paz e a felicidade de pertencer a si mesmo.

Como conseguir tudo isso? Com ajuda! Sempre costumo dizer que todos nós precisamos de ajuda. Não viemos para esta vida para passar tudo sozinhos. É bonito, é humilde, é autêntico pedir ajuda. Portanto, expanda sua perspectiva, busque ajuda! Nos dias de hoje temos tantas alternativas, e não somente as que exigem muitos custos. Basta querer!

Desperte para a vida 😉

Como me preparar para fazer uma Regressão?

Acreditando ou não, uma coisa é fato: a palavra Regressão desperta diversas reações nas pessoas. Seja medo, seja curiosidade, seja a identificação de uma necessidade para a sua vida, etc, a questão é que ela não passa despercebida.

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Sou formada em Psicoterapia Reencarnacionista (PR) e utilizamos, como um dos métodos terapêuticos, a Regressão a vidas passadas. Para contextualizar, a PR é uma escola brasileira, canalizada por Mauro Kwitko, que parte da crença reencarnacionista, isto é, que já vivemos outras vidas, que a morte não é o fim e a infância não é o começo. Além disso, acreditamos primordialmente que somos um espírito em evolução, que de tempos em tempos descemos à Terra para mais uma experiência na matéria, passando por desafios e dificuldades que nos levarão ao aprimoramento espiritual. Com isso, em uma vida, trazemos traços de personalidades de outas existências, ou seja, nosso espírito hoje é o somatório de diversas personalidades que já tivemos em outras tantas vidas passadas (podem ser milhares).

Em uma vida passada, posso ter sido recriminada por expor minha opinião, e até morta por isso, então nessa vida atual posso ter uma grande dificuldade e insegurança em dizer o que penso. Em uma outra vida, posso ter sido um homem que abusei de mulheres, por isso nessa vida posso ter nascido mulher para aprender a valorizar o sexo feminino; além disso, posso ter nascido em uma família onde os homens da casa podem tentar me abusar, passando pelo o que eu fiz naquela vida. Em uma outra existência, posso ter sido uma pessoa que não valorizava o material, esbanjava dinheiro e não cuidava do meu patrimônio, por isso nessa vida posso ter vindo pobre, para aprender o real significado dos valores materiais. Em uma outra vida, posso ter causado uma briga, o que me levou à morte por um tiro na testa, portanto nessa encarnação posso desenvolver problemas na cabeça, como enxaquecas sem explicação ou até mesmo a propensão a um tumor. E assim por diante, sendo infinitas as possibilidades de investigar e interpretar a vida através do enfoque reencarnacionista. Resumidamente: em uma vida, muitos dos problemas que temos não são criados na existência e sim são aflorados para que nosso espírito possa amenizar e até curar aquilo que traz como seu karma.SA

Dito isso, entra em cena a Regressão. Mas, afinal, o que é a Regressão e para o que ela serve?

A Regressão Terapêutica está referendada no “Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, na questão 399 a respeito do Esquecimento do passado, onde diz: “Mergulhando na vida corpórea, perde o Espírito, momentaneamente, a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as cobrisse. Todavia, conserva algumas vezes vaga consciência, e lhe podem ser reveladas. Esta revelação, porém, só os Espíritos superiores espontaneamente lhe fazem, com um fim útil, nunca para satisfazer a vã curiosidade”.

A Regressão é um método terapêutico, baseado na revivência de fatos do passado, seja dessa ou de outras encarnações. Uma regressão é a rememoração do passado onde a pessoa ainda ficou sintonizada, sendo permitido a ela visualizar e reviver essas experiências.

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A Regressão possui 2 finalidades: consciencial, que é sabermos se estamos aproveitando a nossa encarnação atual e termos a consciência do que trazemos conosco de outras vidas, além de entendermos qual a nossa missão nessa atual vivência, nossos traços de personalidade, doenças, etc; e desligamento, onde ocorre o corte de sintonia que estamos com outras vidas, melhorando ou curando doenças e transtornos, como Fobias, Pânicos, Depressões severas e dores físicas crônicas. (Para saber mais sobre o método e a escola da PR, acesse o site da Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista – http://portalabpr.org/)

Ok, se você chegou até aqui no texto, vou supor que você já entendeu o que é a Regressão, se identificou e teve a seguinte conclusão: “acredito que preciso de uma Regressão, mas não sei se estou preparada. Como faço?” Ou ainda: “Como posso saber se estou preparada para uma Regressão?”.

Então vamos por parte porque o assunto é sério!

Motivação

Uma das principais questões que surgem quando alguém se depara com a Regressão, se interessa e acredita é: como saber se eu preciso de uma Regressão?

Essa é uma importante questão, pois não são todos os casos que necessitam de Regressão. A Psicoterapia Reencarnacionista utiliza este método como auxílio, mas sua principal atuação é na Reforma Íntima da pessoa. Isto é, a Regressão, por si só, não resolve todos os problemas. A pessoa precisa estar na jornada da sua Reforma Íntima, fazendo a sua parte para a compreensão daquilo que a incomoda em sua vida, dos seus problemas e sofrimentos e o porquê de ter passado ou estar passando por determinadas situações.

As principais questões que uma pessoa deve ter em mente quando busca a PR e a Regressão é: ela deve sair da zona de conforto; ela deve sair da posição de vítima e centro do mundo; a vida que ela tem é a vida que ela mesma atraiu e criou, de acordo com a energia criada por seus pensamentos, emoções, sentimentos e atitudes; não existem mocinhos nem vilões, apenas a Lei do Retorno em ação, isto é, aquilo que realizamos irá retornar para nós.

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Dito isso, a Regressão deve ser buscada quando temos problemas em nossas vidas que, por mais que já tenhamos tentado, não conseguimos lidar mais com eles. Quando sentimos que não temos mais forças para combater aquilo que nos traz sofrimento, que é mais forte do que nós e que não entendemos por que aquilo está acontecendo; situações essas que acabam sendo cíclicas em nossas vidas, isto é, há uma melhora, mas um tempo depois volta a perturbar a nossa paz novamente.

Além disso, a Regressão é indicada em casos de doenças, distúrbios, fobias, traumas, dores crônicas, etc, em que a pessoa já passa por longos tratamentos e não há uma melhora significativa. E, finalmente, a Regressão pode ser buscada quando a pessoa sente um vazio em sua vida, sente que está sem rumo, que não tem motivação para viver, que acredita que sua vida não tem propósito, por isso, é infeliz em tudo que a rodeia (mesmo sem ter nenhum motivo aparente para isso).

Responsabilidade

Realizar uma Regressão requer uma grande responsabilidade por parte da pessoa. Ela não deve ser feita apenas para satisfazer a vã curiosidade, do tipo “quero saber se fui alguém famoso em uma vida passada”. A Regressão é oportunizada e conduzida pelo Plano Espiritual, isto é, Mestres de Luz, assim como o Mentor Espiritual da pessoa, estão ali presentes, conduzindo o trabalho, com todo amor e bondade que eles têm (essa é a diferença entre a Regressão da PR e a Regressão da TVP, esta é feita por hipnose, aquela é conduzida pelo Plano Espiritual através de um método de relaxamento e expansão da consciência). Portanto, não devemos “brincar” com isso, não devemos brincar com eles. Temos que estar bem conscientes do que queremos e para o quê queremos através da Regressão.

“Ju, mas eu não tenho um motivo específico para me submeter a uma Regressão, apenas gostaria de ter mais autoconhecimento. Posso fazer a Regressão?” Pode e deve! Procurar Terapias Alternativas com o intuito de autoconhecimento, sem precisar estar passando por um sofrimento, demonstra que a pessoa está no caminho da sua evolução espiritual. Porém, da mesma forma, deve fazer a sua parte na sua Reforma Íntima, refletindo sobre seus aprendizados e realizando o que for necessário durante o tratamento.

Falando em tratamento, vamos para uma próxima importante questão:

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Para um dia vir a realizar uma Regressão, a pessoa deve, obrigatoriamente, passar por um tratamento através das consultas. Mas por que obrigatoriamente? Conforme já comentado, para fazer uma Regressão, é preciso ter muita responsabilidade, por isso, a pessoa deve estar muito bem preparada, condição que o Psicoterapeuta Reencarnacionista irá auxiliá-la nas consultas.

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Nas consultas, a pessoa deve ir relatando seus problemas, o que a motivou buscar a terapia, bem como relatos da infância, adolescência, relacionamentos afetivos e familiares, traumas, doenças, etc. O Psicoterapeuta explica como a escola PR funciona, quais são os pilares da PR, quais as finalidades do tratamento e da Regressão e, durante novos encontros, vai auxiliando a pessoa, com respeito e ética, para que ela possa ir identificando gatilhos e armadilhas pelos quais passa durante seu dia a dia, revelando traços de sua personalidade, como suas inferioridades e aprendizados, assim como, na medida do possível, pontuar questões que podem levá-la a identificar qual a sua missão, isto é, aquilo que seu espírito assumiu antes de vir para a atual encarnação. Só então, através de uma análise entre o Psicoterapeuta e a pessoa, é que se avalia se a pessoa está preparada ou não para uma Regressão.

A duração do tratamento vai depender da própria pessoa, o quanto ela se dedica e se empenha na busca da sua Reforma Íntima. Conforme já dito, a Regressão não é a solução dos problemas da pessoa, e sim um método para auxiliá-la na compreensão de seus porquês e na melhoria da sua saúde, mas a pessoa deve fazer impreterivelmente a sua parte. Quando a pessoa está comprometida na sua melhora, na sua evolução, realizando direitinho aquilo que for necessário no seu dia a dia (e não só nas consultas), ela estará conquistando pontos com o Plano Espiritual para ter uma ótima Regressão, que lhe trará muitas informações e realizará cortes importantes para uma grande melhora de seus sintomas e problemas.

Portanto, se você tem vontade e intenção de realizar a Regressão, esteja aberto a tudo isso que foi escrito, esteja consciente de que ela não trará milagres sozinha e que é preciso sim passar por um tratamento, como o nome mesmo já diz: uma PsicoTERAPIA. E, quando é para a sua evolução, o seu autoconhecimento e sua Reforma Íntima, não existem gastos e sim investimentos. Uma vez adquirido autoconhecimento, será um tesouro que ninguém poderá tirar de você e que, ao final, você verá que vale muito, muito a pena. A paz interior não é negociável.

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Bom, o assunto gera muito “pano para manga” mesmo. Caso você tenha chegado até aqui e ainda tenha dúvidas, por favor, coloque nos comentários ou me escreva (juxavier.rp@gmail.com) que posso ir elaborando outros posts para sanar as questões levantadas.

Ah, e aproveito para indicar um ótimo livro, escrito pelo próprio Mauro Kwitko, para quem quer se aprofundar nesse assunto e se preparar para uma Regressão – Como Aproveitar a Sua Encarnação.

E, como comentei muito sobre a Reforma Íntima, o próximo post será todinho sobre ela. Até lá 😉