Mude seu foco: enxergue além do seu próprio umbigo

Dentre as técnicas que trabalho, uma delas é a de Regressão Terapêutica, método utilizado pela Psicoterapia Reencarnacionista para a rememoração de vidas passadas (saiba mais neste post). Nas experiências com o Plano Espiritual nos momentos de Regressão, muitas vezes alguns Amigos Espirituais vêm para dar orientações, mensagens, conselhos, etc. Inclusive, já escrevi um texto aqui no blog sobre as mensagens que os Mestres já repassaram.

Frequentemente, o foco dessas orientações aborda a questão do sofrimento das pessoas e o quanto ele está intimamente ligado ao fato de que essas pessoas não fazem nada em suas vidas a não ser que seja para si mesmas. Em outras palavras, o egoísmo de uma vida de não olhar para além do seu próprio umbigo.

Sim, eles comentam que grande parte das pessoas está imersa em sofrimento porque no seu vocabulário encontra-se apenas o EU, e nunca o NÓS. EU não tenho o carro que quero; EU me sinto cansada; EU não estou no peso que gostaria; EU não consigo mais ir ao salão de beleza; EU não tenho tempo para nada; EU não tenho dinheiro para fazer um curso de inglês; EU não suporto mais as pessoas ao meu redor; EU não suporto meu pai; EU não suporto minha mãe; EU não suporto meu marido/esposa; EU não sou valorizada no que faço; EU não tenho o reconhecimento que espero dos outros; e por aí vai. EU…EU…EU. E a vida vai passando e o Universo girando em torno do umbigo dessas pessoas.

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Geralmente, essas pessoas apresentam grande problema de baixa autoestima, porque como elas estão acostumadas a se colocarem no centro de tudo e esperam que os outros assim o façam, frustrando-se com muita facilidade quando isso não acontece. E aqui, quando falo em NÓS, não inclui somente pessoas do próprio círculo de convívio, como a família. Pessoas que estão acostumadas com o EU alimentam uma falsa crença de que ajudam os familiares e amigos, mas essa ajuda, no fundo, tem uma conotação egoísta, pois esperam sempre serem reconhecidas pelo que fazem e isso é totalmente o oposto do propósito desse assunto.

Geralmente, são pessoas que só reclamam, acham que Deus se voltou contra elas, que possuem uma vida infeliz (mesmo tendo tudo, e não falo só de bens materiais) e que nada dá certo. Mas no fundo, são pessoas que querem obter retorno sem o menor esforço, não fazem a sua parte e esperam de braços cruzados que os milagres caiam do céu. Literalmente, possuem uma vida inútil, uma vida que só dá trabalho, da qual terão que prestar contas quando passarem do plano físico e voltarem para a casa espiritual, pois não estamos aqui só para propósitos individuais: “o que você fez pela evolução, sua e dos irmãos?”

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Para exemplificar, trago a questão 988 do Livro dos Espíritos: Pessoas cuja vida se escoa em perfeita calma; que nada precisando fazer por si mesmas, se conservam isentas de cuidados. Provará essa existência ditosa que elas nada têm que expiar de existência anterior?

“Conheces muitas dessas pessoas? Enganas-te, se pensas que as há em grande número. Não raro, a calma é apenas aparente. Talvez elas tenham escolhido tal existência, mas, quando a deixam, percebem que não lhes serviu para progredirem. Então, como o preguiçoso, lamentam o tempo perdido. Sabei que o Espírito não pode adquirir conhecimentos e elevar-se senão exercendo a sua atividade. Se adormece na indolência, não se adianta. Assemelha-se a um que (segundo os vossos usos) precisa trabalhar e que vai passear ou deitar-se, com a intenção de nada fazer. Sabei também que cada um terá que dar contas da inutilidade voluntária da sua existência, inutilidade sempre fatal à felicidade futura. Para cada um, o total dessa felicidade futura corresponde à soma do bem que tenha feito, estando o da infelicidade na proporção do mal que haja praticado e daqueles a quem haja desgraçado”.

A inutilidade voluntária de uma existência: isso é muito, muito sério!

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Ainda, são pessoas que, frequentemente, procuram um problema para cada solução:

– Eu preciso de ajuda, estou infeliz.

– Leia um livro!

– Tenho preguiça.

– Participe de um curso!

– Não quero perder meu final de semana.

– Vamos em uma palestra no centro espírita!

– À noite gosto de ficar em casa descansando!

– Medite!

– Não tenho tempo!

E por aí vai…

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O Plano Espiritual, lá de cima, então, fica de mãos atadas, porque geralmente essas pessoas pedem ajuda e, quando essa ajuda é enviada (e note que a ajuda nunca vem de graça… ela exige sim um pouquinho de empenho da nossa parte), colocam empecilho em tudo. Eles devem comentar: – mas aí fica difícil! (rsrsrs)

A questão em que quero chegar, e os Mestres nos falam muito sobre isso, é da importância de se doar, de reservar uma parcela da nossa vida, por menor que seja, para fazermos algo de útil que não apenas para o EU. Para destinarmos um pouquinho de esforço e energia para o NÓS. Para realmente contribuir com a propagação do bem… e quando se fala nisso, em nenhum momento se pensa em quantidade, e sim qualidade. Não é o tempo, a quantia, o tamanho da sua ajuda que conta e sim somente a ajuda e ponto final.

Quando falamos em se doar, não é para virar uma Madre Tereza de Calcutá, Jesus Cristo, Dalai Lama. Falamos em contribuir, de alguma forma, com o que temos de bom, com o que gostamos de fazer, e TODOS possuímos isso dentro de nós.

Quando falamos em se doar, não é dar dinheiro aos pobres, alimentar os famintos, dar cobertas para os que sentem frio. Isso também. Mas, o que eu tenho constatado é que a melhor doação que podemos fazer, que mais surte efeito em questões espirituais e energéticas, na evolução como um todo, é doar o nosso tempo! Participar de atividades, sejam individuais ou coletivas, que não visem somente a nós mesmos e a satisfações do ego.

Citando Allan Kardec novamente: “Não há salvação fora da caridade”. E não há mesmo! Podemos encontrar na caridade tudo que precisamos, tudo mesmo. A caridade, isto é, fazer o bem sem olhar a quem e, o mais importante, sem esperar nada em troca, é alimento para a alma. Preenche e fortalece por dentro, não deixando espaço para o sofrimento.

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Não sabe do que eu estou falando? Procure dizer uma palavra amiga, de incentivo, quando alguém vier reclamar dos próprios problemas, ao invés de se aborrecer e revirar os olhos. Ao amparar com as palavras (e note, algo de graça e que não toma muito do nosso tempo) e ouvir do outro que está mais leve, mais tranquilo após ter desabafado e encontrado amparo, não há preço que pague! O sentimento que surge no peito, ao realizarmos algo em prol de alguém sem a mínima conotação egoísta, é literalmente incomparável!

Quando ajudamos alguém, sem ficar esperando reconhecimento, faz com que nossos problemas pareçam tão pequenos, tão insignificantes, diante da magnitude da vida. A magnitude de fazer parte do todo, de estarmos todos conectados, de todos estarmos aqui neste plano querendo a mesma coisa: evoluir e ser feliz. E no meio de tudo isso, não há tempo para o sofrimento, pois ajudar a aliviar o sofrimento alheio, amparar o próximo, gradativamente vai fazendo com que essa palavra nem exista mais em nossa vida.

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O reconhecimento, e novamente isso é uma mensagem dos Amigos Espirituais, vem lá de cima e é esse o reconhecimento que importa. Ajudar, amparar, viver o NÓS, vai nos dando pontinhos na prancheta de Deus, nos transformando em pessoas realmente merecedoras da felicidade, merecedoras da vida que desejamos. E aí, quando isso acontece, quando a alma fica mais leve, nossa vida germina e vira um campo fértil para a prosperidade, para a leveza, para a plenitude. E sabe por quê? Por que paramos de procurar lá fora e passamos a olhar para dentro!

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Sim, essa realmente foi uma mensagem recebida em uma Regressão, querendo dizer para a pessoa que ela poderia ter a vida que desejasse, se se ocupasse em se doar, sair do egoísmo de uma vida somente para o si!

Por que tudo, tudo mesmo, é uma questão de energia, de ação e reação, de lei da atração. E quando desejamos o bem, é isso que teremos. Quando desejamos o amor, é isso que teremos. Quando desejamos que o outro seja feliz, é isso que teremos. Quando amparamos os outros, estaremos sempre, sempre amparados. Novamente, a frase mais citada de Buda por mim: não está gostando do que está recebendo, perceba o que está emitindo. E então, mude o foco… foque na emissão e pare de se martirizar e se vitimizar com o recebimento, afinal ele é produto das suas próprias ações e escolhas.

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Torne-se útil! Uma pessoa útil para o mundo é uma pessoa útil para a espiritualidade. E quando eles enxergam uma pessoa se esmerando para fazer o bem pelos outros, eles literalmente movem montanhas para que essa pessoa tenha amparo e felicidade com a vida que deseja, como uma forma de retribuição pela ajuda. E, para quem presta atenção, é muito fácil sentir a ajuda e o amparo deles. Novamente, isso é alimento para a alma.

Ficou cansado só de ler esse texto, porque não tem a mínima vontade de ajudar e se doar? Já encontrou mil e um empecilhos? Sinto informar, mas ninguém vem para essa vida para não passar trabalho. Se nem Chico Xavier se eximiu de ter disciplina, o que dirá de nós, pobres mortais! Quer mudar de vida? Quer sair do sofrimento? Quer ser uma pessoa mais positiva? É hora de arregaçar as mangas!

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Não sabe como mas quer ajudar? Não tem muito tempo nem dinheiro mas quer ajudar? Não sabe como ser útil? No próximo post darei dicas de como fazer o bem, de como conquistar a vida que você deseja ao desviar o foco do próprio umbigo 😉

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A jornada da Reforma Íntima

“Conhece-te a ti mesmo”. Sócrates, entre 399 a 470 a.C., já nos indicava o caminho. Este brilhante e singular filósofo pregava a exploração do mundo interior, acreditando que o homem não seria feliz se não se voltasse, reflexivamente, para si mesmo.

Conforme no texto anterior aqui do blog, prometi que escreveria sobre Reforma Íntima, pois é a principal abordagem com a qual a Psicoterapia Reencarnacionista trabalha. Sem Reforma Íntima, não há mudança, não há melhoria de vida, não há solução dos problemas, não há cura das doenças… pois simplesmente o mundo externo reflete o mundo interno.

Mas o que é a Reforma Íntima e por que ela não está presente no nosso dia a dia?

Reforma Íntima, como o nome indica, é a reforma de si mesmo, do nosso interior. Reforma Íntima predispõe uma viagem ao centro do nosso Ser, adentrando sentimentos e emoções que estão malcuidados, escanteados, deixados para “depois”. Reforma Íntima é um despertar, lento, da própria consciência, proporcionando o alargamento do entendimento de que somos um Ser composto de corpos físico, emocional, mental e espiritual.

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Reforma Íntima é olhar para dentro, é se tornar expectador das próprias fragilidades, descobrindo dentre elas nossas inúmeras potencialidades. Reforma Íntima é tomar de assalto a autoestima, o amor próprio, estimulando, acima de tudo, o bem querer, o “auto” bem querer. Reforma Íntima, na sua forma mais destacada, é assumir a responsabilidade por tudo que acontece em nossa vida, parando de procurar mocinhos ou vilões, parando de jogar a culpa em “Deus e todo mundo”, compreendendo que somente cabe a nós mesmos a mudança de vida, a solução dos problemas, a busca pela paz e pela felicidade.

A Reforma Íntima, por não ser um processo fácil, é adiada muitas vezes por tempo indeterminado. Fazendo analogia a reforma de uma casa: reforma sempre é barulhenta, faz sujeira, muita bagunça, causa stress, preocupação, corrida contra o tempo. Porém, após o período da reforma, no momento em que o projeto fica pronto, que a casa está renovada, vem aquele sentimento de “valeu a pena”. A gente suspira, admira, e percebe o quanto ficou muito melhor e que cada tormento durante o período compensou, pois não tem preço vivermos em meio à beleza, à organização, ao conforto.

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E é exatamente assim uma Reforma Íntima. Ela bagunça, sim. Ela causa stress, muito stress, pois não é fácil nos confrontarmos com nossos problemas, com nossas fragilidades, com nossos “defeitos”. Durante a Reforma Íntima, pensamos em desistir inúmeras vezes, afinal era mais fácil quando jogávamos a culpa no fulano ou no beltrano pela maneira como nos sentíamos. Mas enquanto a “obra” vai tomando forma, cantos floridos e iluminados vão surgindo. E descobrimos que havia um mundo não explorado ali, o mundo do autoconhecimento. Este, sim, não tem preço.

O autoconhecimento nos proporciona a consciência da efemeridade da vida. O autoconhecimento proporciona leveza na maneira de encarar o mundo. Então, de repente, ser feliz passa a ser tão simples. De repente a paz que eu tanto almejava estava o tempo todo dentro de mim e eu não havia percebido.

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De repente, não tenho mais medo da solidão pois a minha própria companhia me basta. De repente, os momentos que divido com alguém se tornam mais ricos, pois o autoconhecimento me proporcionou aceitar e compreender mais as pessoas que me rodeiam.

De repente, cada conversa ou cada situação trazem de presente um grande aprendizado, pois agora entendo que a vida é uma escola e que eu aprendo todos os dias, o tempo inteiro. E de repente, eu aprendo que quanto mais eu aprendo, mais eu tenho a aprender, e assim faço brotar em mim a humildade, a paciência, a calma e a alegria de viver um dia após o outro.

De repente, percebo que sonhos são pequenas demonstrações que Deus dá da sua presença em minha vida, e que percorrê-los se torna uma das coisas mais gratificantes que vou experimentar, pois ali percebo minha força, minha garra, e o entendimento que só cabe a mim transformar a minha vida naquilo que eu realmente almejo. Então, de repente, percebo que não existem milagres e, sim, a recompensa, o merecimento, de tudo o que eu planto a cada segundo da minha existência.

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De repente eu aceito a tristeza, quando ela se aproxima, pois sei que ela não faz parte de quem eu sou, da minha essência, pois eu decidi, ao me conhecer, ser uma pessoa melhor, uma pessoa que aproveita o melhor da vida, sem irreais expectativas. Quando ela aparece, não a transformo em algo muito maior do que realmente é, apenas tento entender o que ela está fazendo ali e o que eu posso fazer para ela ir embora.

Então, de repente, aqueles momentos conturbados e bagunçados com os quais eu me confrontei com o pior lado de mim mesma fizeram brotar em mim o amor, a compaixão, a aceitação de que sim sou uma pessoa imperfeita, em busca de evolução. E aí, não mais que de repente, sinto brotar dentro do meu peito, em uma vibração gostosa que parece querer extravasar, um sentimento que tem um nome tão lindo, tão lindo, que só pode ser divino: a gratidão.

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Então, de repente, sou grata a tudo que me rodeia. Por respirar, por ter a oportunidade de errar e aprender, e de cair e levantar novamente. Sou grata pela vida que Deus me deu, entendendo que é a melhor vida que eu poderia ter para mim mesma, de acordo com os meus débitos e créditos do passado.

Sou grata pela cama confortável, pelo banho quentinho, pela comida que aconchega. Sou grata por conseguir sentir o amor e a felicidade nas pequenas coisas do meu dia a dia, como nos romrons e nos miaus dos meus gatinhos.

Sou grata pelos olhos que enxergam as belezas da Natureza, pelos ouvidos que escutam lindas músicas que acalentam a alma, pelo toque de sentir o abraço da pessoa amada, pelo olfato que experimenta os mais sublimes aromas que o Universo pode criar, pelo paladar que sente os sabores da vida.

E então, de repente, sou grata por sentir a gratidão, entendendo que não é um processo fácil, que minha natureza egóica não foi programada para dar atenção a tudo que já possuo e, sim, a buscar sempre mais daquilo que ainda não tenho.

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Portanto, retomando, a Reforma Íntima, quando levada a sério, nos traz de volta ao que existe de mais autêntico em nosso Ser. Não é fácil, exige disciplina, coragem, empenho, trabalho, reflexão, estudo. Mas vale a pena. Vale muito a pena! Vale cada segundo, cada minuto, cada suor, cada lágrima. A Reforma Íntima proporciona algo que jamais alguém poderá tirar de você: a paz e a felicidade de pertencer a si mesmo.

Como conseguir tudo isso? Com ajuda! Sempre costumo dizer que todos nós precisamos de ajuda. Não viemos para esta vida para passar tudo sozinhos. É bonito, é humilde, é autêntico pedir ajuda. Portanto, expanda sua perspectiva, busque ajuda! Nos dias de hoje temos tantas alternativas, e não somente as que exigem muitos custos. Basta querer!

Desperte para a vida 😉

“Pois é dando que se recebe…”

Acho belíssima essa oração de São Francisco de Assis, ainda mais em forma de canção assim, na voz de Fagner. Ela embala perfeitamente o tema que quero trazer aqui hoje, e já adianto que é um tema muito, muito especial, que deve ser encarado de forma especial, pois foi um pedido dos Mestres de Luz que nos instruíram que, sempre que possível, devemos levar para mais pessoas sobre esse assunto.

Em uma regressão semana passada, foi abordada a importância de se doar, de fazer algo para alguém, para algo, para o mundo, e não somente para si mesmo. Segundo nos ensinaram os Mestres, quando não nos doamos, nossa vida não vai para frente, fica estagnada, não flui, e sofremos sem saber o porquê. Que, muitas vezes, as pessoas mal fazem algo para si mesmas, o que dirá para o próximo. De forma tão amorosa e humilde, os Mestres que estavam conduzindo a regressão nos pediram que pudéssemos abordar com mais pessoas do quão essencial em nossas vidas é a nossa doação.

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Já escrevi um texto sobre isso – A importância de fazer o bem ao próximo – mas sempre é válido expandir mais essa temática, com outras abordagens, outras perspectivas.

Esses dias mesmo eu estava refletindo: só quem é feliz de verdade se doa; e vice-versa: quem procura se doar encontra a verdadeira felicidade, pois ajudar e fazer o bem alimenta alma e preenche o peito. Muitas vezes, estamos tão absortos em nossos próprios problemas, culpando Deus e todo mundo pelo nosso sofrimento, que mal conseguimos enxergar o que nos rodeia, não percebendo um mundo de possibilidades que Deus nos deu e nos dá diariamente. Ao desfocarmos um pouco a nossa atenção do nosso próprio umbigo, veremos que há de sobra para todos, que não é tirando um pouco do que é nosso que nos faltará (muito pelo contrário).

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Então, se neste momento você está passando por um sofrimento em sua vida, se nada do que você deseja está dando certo, se você não consegue se realizar em sua vida, se sua vida não está fluindo, e por aí vai, pare um pouquinho e pense: o que eu estou fazendo para melhorar a minha vida e de outras pessoas? Como estou fazendo a minha parte para conquistar o que desejo? De que maneira estou contribuindo para ter um mundo melhor? (Esse “mundo” não precisa ser propriamente o Planeta inteiro; no meio onde se vive já é um ótimo mundo).

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Quando falo em se doar, fazer o bem ao próximo, não é só material e financeiramente. Há quem pense que praticar a caridade é tirar do seu bolso para dar a alguém. Não é somente assim, embora doar dinheiro também seja uma forma de caridade, pois o universo é infinito e ele jamais deixará faltar em sua vida, principalmente se você pratica preceitos de prosperidade (indico o livro: Conexão com a Prosperidade, de Bruno J. Gimenes e Patrícia Cândido).

Doar-se pode vir de muitas maneiras, até mesmo cuidando da sua própria energia, isto é, cuidando dos seus pensamentos e emoções, desenvolvendo a sua espiritualidade (sobre esse assunto, mais um texto aqui), para que você possa iluminar um ambiente com a sua presença, ajudando uma ou mais pessoas apenas por estar ali, sem precisar fazer ou falar nada.

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Em tempos de tecnologias, doar-se pode até vir através dos seus compartilhamentos da rede social Facebook, por exemplo. Ao querer compartilhar algo, prefira conteúdos positivos, que carreguem um significado, algo bonito, uma mensagem, etc, e não somente lamúrias, negativismos e críticas. Nós somos o que pensamos e, nos dias de hoje, o que compartilhamos também.

Uma outra forma de doar-se, para aquelas pessoas que alegam que não possuem tempo ou dinheiro para praticar a caridade, pode ser por meio de uma oração sincera. Ao se preparar para dormir, faça uma oração verdadeira, aquela que vem do fundo do coração, e não se foque só em pedir e se lamentar com Deus ou outra crença que você tenha. Inicie agradecendo pelas suas bênçãos e, após, espalhe essa energia para mais pessoas, ou até mesmo para o Planeta. Envie pensamentos do bem para que mais pessoas possam encontrar a sua paz, não somente você próprio e as pessoas da sua família.

A doação é uma maneira linda de exercermos o amor e a paz que tanto buscamos. Pois, conforme São Francisco de Assis, é dando que se recebe. Ao nos doarmos, doarmos nosso tempo, nossas potencialidades, nossos dons, nossas “posses”, estaremos criando uma energia fluida que abre um caminho em nossas vidas onde colheremos ainda mais do que temos, instaurando a prosperidade ao nosso redor.

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Não sabe o que doar? Iniciar com um belo sorriso, por exemplo, já ajuda muito. Melhorar o semblante, não ficar de “cara amarrada”, dando um bom dia ou um olá de forma espontânea poderá ajudar muito mais do que julgamos. Aliás, este é outro ponto bem importante: quando falamos em doação, deve ser uma doação sincera, ou seja, aquela que não espera algo em troca, pelo menos uma troca “visível”, mensurável. Ao doarmos um pouco do que temos, com certeza teremos amparo e retorno do Plano, do Universo, pois tudo é uma questão de energia. E, conforme já muito comentado, a energia que emitimos é a mesma que recebemos.

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Reserve momentos do seu dia para pensar: de que forma posso ajudar alguém hoje? Com certeza a resposta e a oportunidade surgirão naturalmente, pois a intenção já foi criada e a energia preparada. Desejando ter essa conduta, sua própria vibração energética mudará, e a doação na sua vida será natural, chegando a ser imperceptível… mas com certeza estará lá! 😉

Para finalizar, nada melhor do que as palavras de um Mestre propriamente. Portanto, convido para que possamos ler com atenção, fazendo nossa própria interpretação do que cada trecho quer dizer:

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.