Ano novo… vida velha?

Há alguns dias, me chamou a atenção algumas falas de pessoas próximas, seja no Facebook (onde tudo acontece), seja pessoalmente. Essas pessoas estavam reclamando de 2016*, ano que estava findando – mas que “não acabava nunca”, segundo elas próprias – e desejando fortemente que este ano começasse logo. Traduzindo em miúdos, o que eu entendi a partir da fala, de certa forma, martirizada dessas pessoas é: o ano de 2016 já trouxe problemas suficientes, não aguentavam mais o que estavam passando, e queriam que 2017 começasse logo, pois, segundo elas transpareciam, tudo se acalmaria e a vida voltaria a ser tranquila, serena e sem problemas. Fiquei pensando… será?

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Será que a troca de um ano para outro, a virada no calendário, o dia 31 de um ano pelo dia 1º de outro, tem a incrível capacidade “mágica” de retirar todos os problemas que o ano, aparentemente, está carregando? Será mesmo que o “culpado” dos problemas estarem ocorrendo na vida dessas pessoas é realmente o “ano”?

Ainda acompanhada por esse pensamento, poucos dias depois, coincidentemente ou não (pois eu não acredito em coincidências), li uma frase assim no Facebook: “O ano não vai ser novo se você for o mesmo”. E então, parece que obtive o esclarecimento para a inquietação que estava me martelando a respeito dessa relação entre ano velho/ano novo/problemas na vida.

O que tenho pra mim é: precisamos parar, de uma vez por todas, de encontrar “culpados” para os nossos próprios problemas no exterior, em alguém, em alguma situação. De uma vez por todas, precisamos entender que somos responsáveis por aquilo que acontece conosco, afinal, nós é que pilotamos o veículo da nossa própria vida. Conforme uma frase de Carl Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço do século XIX: “Eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou o que escolhi me tornar”.

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E enquanto continuarmos a colocar a “culpa” nos outros, enquanto continuarmos nos martirizando por problemas que até então achamos que de nada temos responsabilidade, os problemas só mudarão de nome, de lugar, mas serão sempre os mesmos. Pois os problemas sempre existirão, a grande questão é a forma como reagimos a eles, como os encaramos, a perspectiva que damos a eles. Tenho problemas? Ok, mas o que eu posso ter feito, pensado ou reagido para originar ou, até mesmo, atrair esse problema que estou passando? Será que se lamentar, se revoltar e colocar a culpa no ano – já que estamos nessa época – irá solucionar o problema? Será que é válido achar que um ano, milagrosamente, irá mudar a sua vida por si só?

Um ano pode sim mudar a nossa vida! Afinal, nessa época somos invadidos por um sentimento de esperança, de renovação, de promessas e desejos. Tudo isso é extremamente válido e maravilhoso, mas se encararmos de modo a sabermos que isso tudo só se concretizará se assim agirmos para tal, e não porque o ano X trará sorte ou não. Será que não é a nossa energia, o tipo de emoções e sentimentos que vibramos e alimentamos em nossa vida, a maneira como encaramos as situações, como tratamos os outros, que tem relação na forma como o ano decorre?

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Será que não é mudando a nossa maneira de agir, conosco mesmo e com as pessoas ao nosso redor, que atrairemos sorte e felicidade? Se eu decidir que no próximo ano eu serei mais paciente, serei mais amoroso com meus amigos e familiares, que serei mais calmo e não alimentarei a raiva e o rancor, que eu ajudarei mais o próximo… será que não são essas atitudes que realmente determinarão um ano e a nossa vida como um todo? Será que é tão mais fácil assim colocar a responsabilidade no ano, que se for par eu terei sorte e se for ímpar terei azar e vice-versa, como muitas pessoas alegam?

Agir dessa maneira não é tão difícil quanto parece. Apenas exige disciplina, que é algo que temos que ter como importante prioridade em nossa vida. Afinal, quando alguém quer um carro novo, tão logo começa a ser disciplinado para guardar dinheiro para adquiri-lo. Quando alguém quer um sapato da moda, sem perceber começa a economizar e ser disciplinado para pagar as parcelas. Por que, então, é sacrificante ter a disciplina no que vem de dentro da gente, isto é, nos nossos pensamentos, nas nossas emoções e sentimentos, nas nossas ações e atitudes para conosco e com os outros?

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Já que é uma época de celebrar o Natal e o nascimento de Jesus Cristo, utilizemos uma frase do próprio: “Orai e Vigiai”. Tal conselho nunca foi tão importante e vital para que todos nós passemos a seguir. Com tanta informação disponível, tantas oportunidades de aprendizados, precisamos cada vez mais estarmos conscientes e retirarmos o véu que desfoca o que realmente entendemos como realidade, e não aquilo que nos é imposto, pelo sistema ou pela mídia, por exemplo. É preciso que encaremos, também, as nossas questões internas, aquilo que nosso coração fala, e não somente olhar para o exterior, para o físico, para a aparência. “Orai e Vigiai” nada mais é do que estarmos atentos aos próprios pensamentos e sentimentos, saber de tudo o que acontece dentro da gente e encarar isso com responsabilidade, como criadores da nossa própria vida.

Por isso, a minha mensagem para o ano novo é: se você percebe que vem repetindo certos padrões de comportamentos e pensamentos, ano após ano, e você se vê rodeado de problemas e ainda pensa que a virada do ano irá resolvê-los, está na hora de rever os seus conceitos, de rever a forma como você enxerga a si mesmo no meio das situações que acontecem na sua vida. Por isso, conforme a frase do Facebook: se o ano é novo, seja novo! Renove os votos de esperança, mas renove também a vibração do seu coração e da sua consciência.

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Faça planos, tenha sonhos, mas que envolvam os outros também, não somente a si mesmo. Faça caridade. Ajude o próximo. Doe o que não serve mais e que pode ser de grande valia a outra pessoa. Se doe. Passe o conhecimento. Leia mais e veja menos televisão. Sorria mais e lamente menos. Abrace quando sentir vontade de explodir. Se preocupe mais com temas importantes que envolvem o nosso Planeta e não vire a cabeça para a fofoca do dia. Queira, deseje, do fundo do seu coração, que o próximo ano, SIM, traga mais paz e alívio para os seus problemas. Mas mude. Mude seus pensamentos, mude suas emoções, mude a forma como seus sentimentos vibram e são destinados aos outros. Aí sim, é possível ver que um ano, “milagrosamente”, trouxe sorte e resolução para seus anseios!

Feliz Ano Novo! Feliz Você Novo!

*Texto originalmente escrito para o site Viva mais verde em 2014: alterei para 2016.

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Mude seu foco: enxergue além do seu próprio umbigo

Dentre as técnicas que trabalho, uma delas é a de Regressão Terapêutica, método utilizado pela Psicoterapia Reencarnacionista para a rememoração de vidas passadas (saiba mais neste post). Nas experiências com o Plano Espiritual nos momentos de Regressão, muitas vezes alguns Amigos Espirituais vêm para dar orientações, mensagens, conselhos, etc. Inclusive, já escrevi um texto aqui no blog sobre as mensagens que os Mestres já repassaram.

Frequentemente, o foco dessas orientações aborda a questão do sofrimento das pessoas e o quanto ele está intimamente ligado ao fato de que essas pessoas não fazem nada em suas vidas a não ser que seja para si mesmas. Em outras palavras, o egoísmo de uma vida de não olhar para além do seu próprio umbigo.

Sim, eles comentam que grande parte das pessoas está imersa em sofrimento porque no seu vocabulário encontra-se apenas o EU, e nunca o NÓS. EU não tenho o carro que quero; EU me sinto cansada; EU não estou no peso que gostaria; EU não consigo mais ir ao salão de beleza; EU não tenho tempo para nada; EU não tenho dinheiro para fazer um curso de inglês; EU não suporto mais as pessoas ao meu redor; EU não suporto meu pai; EU não suporto minha mãe; EU não suporto meu marido/esposa; EU não sou valorizada no que faço; EU não tenho o reconhecimento que espero dos outros; e por aí vai. EU…EU…EU. E a vida vai passando e o Universo girando em torno do umbigo dessas pessoas.

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Geralmente, essas pessoas apresentam grande problema de baixa autoestima, porque como elas estão acostumadas a se colocarem no centro de tudo e esperam que os outros assim o façam, frustrando-se com muita facilidade quando isso não acontece. E aqui, quando falo em NÓS, não inclui somente pessoas do próprio círculo de convívio, como a família. Pessoas que estão acostumadas com o EU alimentam uma falsa crença de que ajudam os familiares e amigos, mas essa ajuda, no fundo, tem uma conotação egoísta, pois esperam sempre serem reconhecidas pelo que fazem e isso é totalmente o oposto do propósito desse assunto.

Geralmente, são pessoas que só reclamam, acham que Deus se voltou contra elas, que possuem uma vida infeliz (mesmo tendo tudo, e não falo só de bens materiais) e que nada dá certo. Mas no fundo, são pessoas que querem obter retorno sem o menor esforço, não fazem a sua parte e esperam de braços cruzados que os milagres caiam do céu. Literalmente, possuem uma vida inútil, uma vida que só dá trabalho, da qual terão que prestar contas quando passarem do plano físico e voltarem para a casa espiritual, pois não estamos aqui só para propósitos individuais: “o que você fez pela evolução, sua e dos irmãos?”

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Para exemplificar, trago a questão 988 do Livro dos Espíritos: Pessoas cuja vida se escoa em perfeita calma; que nada precisando fazer por si mesmas, se conservam isentas de cuidados. Provará essa existência ditosa que elas nada têm que expiar de existência anterior?

“Conheces muitas dessas pessoas? Enganas-te, se pensas que as há em grande número. Não raro, a calma é apenas aparente. Talvez elas tenham escolhido tal existência, mas, quando a deixam, percebem que não lhes serviu para progredirem. Então, como o preguiçoso, lamentam o tempo perdido. Sabei que o Espírito não pode adquirir conhecimentos e elevar-se senão exercendo a sua atividade. Se adormece na indolência, não se adianta. Assemelha-se a um que (segundo os vossos usos) precisa trabalhar e que vai passear ou deitar-se, com a intenção de nada fazer. Sabei também que cada um terá que dar contas da inutilidade voluntária da sua existência, inutilidade sempre fatal à felicidade futura. Para cada um, o total dessa felicidade futura corresponde à soma do bem que tenha feito, estando o da infelicidade na proporção do mal que haja praticado e daqueles a quem haja desgraçado”.

A inutilidade voluntária de uma existência: isso é muito, muito sério!

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Ainda, são pessoas que, frequentemente, procuram um problema para cada solução:

– Eu preciso de ajuda, estou infeliz.

– Leia um livro!

– Tenho preguiça.

– Participe de um curso!

– Não quero perder meu final de semana.

– Vamos em uma palestra no centro espírita!

– À noite gosto de ficar em casa descansando!

– Medite!

– Não tenho tempo!

E por aí vai…

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O Plano Espiritual, lá de cima, então, fica de mãos atadas, porque geralmente essas pessoas pedem ajuda e, quando essa ajuda é enviada (e note que a ajuda nunca vem de graça… ela exige sim um pouquinho de empenho da nossa parte), colocam empecilho em tudo. Eles devem comentar: – mas aí fica difícil! (rsrsrs)

A questão em que quero chegar, e os Mestres nos falam muito sobre isso, é da importância de se doar, de reservar uma parcela da nossa vida, por menor que seja, para fazermos algo de útil que não apenas para o EU. Para destinarmos um pouquinho de esforço e energia para o NÓS. Para realmente contribuir com a propagação do bem… e quando se fala nisso, em nenhum momento se pensa em quantidade, e sim qualidade. Não é o tempo, a quantia, o tamanho da sua ajuda que conta e sim somente a ajuda e ponto final.

Quando falamos em se doar, não é para virar uma Madre Tereza de Calcutá, Jesus Cristo, Dalai Lama. Falamos em contribuir, de alguma forma, com o que temos de bom, com o que gostamos de fazer, e TODOS possuímos isso dentro de nós.

Quando falamos em se doar, não é dar dinheiro aos pobres, alimentar os famintos, dar cobertas para os que sentem frio. Isso também. Mas, o que eu tenho constatado é que a melhor doação que podemos fazer, que mais surte efeito em questões espirituais e energéticas, na evolução como um todo, é doar o nosso tempo! Participar de atividades, sejam individuais ou coletivas, que não visem somente a nós mesmos e a satisfações do ego.

Citando Allan Kardec novamente: “Não há salvação fora da caridade”. E não há mesmo! Podemos encontrar na caridade tudo que precisamos, tudo mesmo. A caridade, isto é, fazer o bem sem olhar a quem e, o mais importante, sem esperar nada em troca, é alimento para a alma. Preenche e fortalece por dentro, não deixando espaço para o sofrimento.

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Não sabe do que eu estou falando? Procure dizer uma palavra amiga, de incentivo, quando alguém vier reclamar dos próprios problemas, ao invés de se aborrecer e revirar os olhos. Ao amparar com as palavras (e note, algo de graça e que não toma muito do nosso tempo) e ouvir do outro que está mais leve, mais tranquilo após ter desabafado e encontrado amparo, não há preço que pague! O sentimento que surge no peito, ao realizarmos algo em prol de alguém sem a mínima conotação egoísta, é literalmente incomparável!

Quando ajudamos alguém, sem ficar esperando reconhecimento, faz com que nossos problemas pareçam tão pequenos, tão insignificantes, diante da magnitude da vida. A magnitude de fazer parte do todo, de estarmos todos conectados, de todos estarmos aqui neste plano querendo a mesma coisa: evoluir e ser feliz. E no meio de tudo isso, não há tempo para o sofrimento, pois ajudar a aliviar o sofrimento alheio, amparar o próximo, gradativamente vai fazendo com que essa palavra nem exista mais em nossa vida.

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O reconhecimento, e novamente isso é uma mensagem dos Amigos Espirituais, vem lá de cima e é esse o reconhecimento que importa. Ajudar, amparar, viver o NÓS, vai nos dando pontinhos na prancheta de Deus, nos transformando em pessoas realmente merecedoras da felicidade, merecedoras da vida que desejamos. E aí, quando isso acontece, quando a alma fica mais leve, nossa vida germina e vira um campo fértil para a prosperidade, para a leveza, para a plenitude. E sabe por quê? Por que paramos de procurar lá fora e passamos a olhar para dentro!

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Sim, essa realmente foi uma mensagem recebida em uma Regressão, querendo dizer para a pessoa que ela poderia ter a vida que desejasse, se se ocupasse em se doar, sair do egoísmo de uma vida somente para o si!

Por que tudo, tudo mesmo, é uma questão de energia, de ação e reação, de lei da atração. E quando desejamos o bem, é isso que teremos. Quando desejamos o amor, é isso que teremos. Quando desejamos que o outro seja feliz, é isso que teremos. Quando amparamos os outros, estaremos sempre, sempre amparados. Novamente, a frase mais citada de Buda por mim: não está gostando do que está recebendo, perceba o que está emitindo. E então, mude o foco… foque na emissão e pare de se martirizar e se vitimizar com o recebimento, afinal ele é produto das suas próprias ações e escolhas.

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Torne-se útil! Uma pessoa útil para o mundo é uma pessoa útil para a espiritualidade. E quando eles enxergam uma pessoa se esmerando para fazer o bem pelos outros, eles literalmente movem montanhas para que essa pessoa tenha amparo e felicidade com a vida que deseja, como uma forma de retribuição pela ajuda. E, para quem presta atenção, é muito fácil sentir a ajuda e o amparo deles. Novamente, isso é alimento para a alma.

Ficou cansado só de ler esse texto, porque não tem a mínima vontade de ajudar e se doar? Já encontrou mil e um empecilhos? Sinto informar, mas ninguém vem para essa vida para não passar trabalho. Se nem Chico Xavier se eximiu de ter disciplina, o que dirá de nós, pobres mortais! Quer mudar de vida? Quer sair do sofrimento? Quer ser uma pessoa mais positiva? É hora de arregaçar as mangas!

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Não sabe como mas quer ajudar? Não tem muito tempo nem dinheiro mas quer ajudar? Não sabe como ser útil? No próximo post darei dicas de como fazer o bem, de como conquistar a vida que você deseja ao desviar o foco do próprio umbigo 😉

Relacionamentos conflituosos: de quem é a culpa?

Nós descemos à Terra para mais uma experiência material carregando na “mala” três objetivos essenciais: 1. Melhorar (ou curar) nossas inferioridades; 2. Harmonizarmo-nos com espíritos irmãos; 3. Gerar bons exemplos. A partir disso, o enfoque do texto de hoje será sobre a tarefa de número dois, que consiste, basicamente, nos nossos relacionamentos.

Não há como negar que a convivência humana não é fácil. Estamos, quase o tempo todo, nos relacionando com outras pessoas. Seja na escola, na faculdade, no trabalho, na família, no grupo de amigos, em cursos, e por aí vai. E dentro dessas relações, há quem temos maior sintonia, maior ligação, e há aqueles pelos quais sentimos que “nosso santo não bate”, como costumamos dizer.

Na escola, pode ter aquele colega que se destaca e chama mais a atenção e, consequentemente, podemos criar uma antipatia para com ele. No trabalho, podemos ter problemas em lidar com nosso chefe ou até com um ou mais colegas; pode ter aquela pessoa que trabalha ao nosso lado e parece que tudo que ela fala ou faz nos causa irritação. Na família, podemos sentir que nosso pai ou nossa mãe tem preferência ao outro filho a nós; podemos ter aquela tia que vive insistindo em dar “pitaco” na nossa vida e nos magoamos. Nos relacionamentos conjugais, podemos ter convivências com muitos altos e baixos, gerando muitas brigas.

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Tem aquelas pessoas que não nos valorizam. Tem outras que parecem abusar de nossa boa vontade. Tem, ainda, aquelas que parecem viver só para nos incomodar, nos “encher o saco”, tirar a nossa paz. Tem também aquelas que parecem sentir prazer em nos magoar, nos dizendo coisas para estremecer a nossa autoestima. E, ainda, tem aquelas que são extremamente teimosas, que insistem em não ouvir o que dizemos a elas e não fazem o que achamos certo. Por aí vai…

Identificou-se em pelo menos uma das situações? Sim? Então eu te pergunto: será assim mesmo? Será que são essas pessoas que são realmente responsáveis, as “culpadas”, pela maneira como nos sentimos? Se uma pessoa nos faz sofrer, como mudar essa situação? Afastar-se seria a melhor solução? Ou o certo seria exigir que ela mude?

Existe apenas uma resposta a todas essas questões: está tudo dentro de ti!

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Chato saber disso né? “Como assim Juliana? A pessoa é uma ‘mala sem alça’ e eu é que sou a culpada disso?”… Mais ou menos por aí. Não que a pessoa se exima de ser como ela é, mas a questão toda é como reagimos a ela. A maneira como a pessoa age é karma dela, já a maneira como nós reagimos é karma nosso.

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Explicando melhor. Certa vez, ouvi uma terapeuta dizer o seguinte: só existem duas razões pelas quais nos incomodamos com as pessoas – 1. ou é por que essa pessoa é nosso espelho, ou seja, reflete algo que não temos bem resolvido dentro de nós; ou 2. estamos querendo mudar essa pessoa. Confesso que quando ouvi isso, levei um choque: como assim só existem essas duas razões? Deve haver mais sim! E, desde então, passei a prestar mais a atenção nas situações em que uma relação com uma pessoa estava me incomodando. E, para não dizer que foram 100% das vezes, afirmo que 90% entraram na 2ª opção.

Sim. Em quase todas as situações em que eu estava diante de uma pessoa e a maneira com que ela agiu ou o que ela disse me incomodou, chateou, irritou, eu identifiquei que a origem disso estava no meu julgamento, isto é, naquele momento eu achava que ela deveria agir diferente… ou, simplesmente, ser diferente. E como isso se chama? Orgulho! Ah, esse danado… Devido ao orgulho, não concordamos com a forma que a pessoa age ou pensa e julgamos que ela deveria agir ou pensar como nós achamos melhor. E é aí que começam os problemas!

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Conforme um trecho do livro Evolução Espiritual na Prática, de Bruno Gimenes e Patrícia Cândido (p. 94): “Estas cobranças de comportamento são as grandes causadoras de conflitos entre as famílias e as principais responsáveis pelo aprisionamento que as almas têm umas com as outras…”. E quando eles dizem família, podemos substituir por qualquer outro tipo de relacionamento, embora na família isso seja mais gritante.

Como queremos cobrar que uma pessoa seja diferente, se muitas vezes nem nós mesmos conseguimos mudar? Como queremos exigir que uma pessoa mude se não sabemos a idade do espírito dela, que inclusive pode ser mais evoluído e sábio que o nosso? Como mudar uma pessoa que há centenas ou milênios está formando a sua personalidade? Como eu costumo brincar, mas com um pingo de verdade: “não somos Deus, como queremos ter a pretensão de mudar alguém?”. As exigências de mudanças estão entre as principais causas de transtornos e revoltas.

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“Mas aí então devemos nos eximir de tentar ajudar alguém? Devemos nos eximir de querer apenas que a pessoa viva melhor, por isso queremos que ela mude? Se, muitas vezes, queremos que alguém mude, é por que a amamos e queremos o bem dela”. Sim, e eu concordo 100% com isso! Mas não esqueça da 3ª razão pela qual estamos aqui: gerar bons exemplos. Isto é, a nossa parte devemos fazer sempre, que é orientar, consolar, auxiliar, etc, porém se a pessoa vai corresponder, aí é outra história.

Tolerância Gandhi

Se existem 7 bilhões de pessoas no Planeta, existem 7 bilhões de verdades. O que faz sentido para mim pode não fazer para o outro. O que serve para mim pode não servir para o outro. Portanto, o maior aprendizado que isso tudo nos mostra é que devemos exercitar, acima de tudo, respeito e aceitação. E isso só vai ser possível quando tivermos muito bem seguros e fundamentados nossos princípios e valores.

E, por falar em aprendizado, vamos a 1ª questão então: se eu convivo com alguém que me incomoda, me magoa, me chateia, me irrita, etc., e se, no Universo, semelhante atrai semelhante, é por que algo eu tenho a aprender com essa pessoa! E por que ela tem essa influência toda sobre mim? Ou é por que eu estou permitindo – e aí entra a frase de Buda: “se você não está gostando do que está recebendo, perceba o que está emitindo” – de acordo com as minhas atitudes, ou até mesmo por não falar claramente o que eu penso, não impondo respeito; ou é por que dentro de mim há algo precário, precisando de atenção, que sob qualquer palavra ou atitude, já desperta um sentimento negativo ou desequilibrado em mim.

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Se eu estou sempre me magoando com o que os outros dizem, é por que eu sou insegura em relação a mim mesma, e aí entra autoestima, aí entra amor próprio que está gritando por atenção! Se as pessoas me irritam, se parece que o mundo está num complô contra mim para me tirar do sossego, é por que eu não estou sendo humilde, respeitando e aceitando as pessoas como elas são, o tempo de cada um. E aí entra egoísmo, aí entra orgulho que está precisando de equilíbrio. Compreende?

Ainda, podemos incluir a questão do karma: não só atraímos as pessoas e situações certas que fazem aflorar o que precisa ser melhorado dentro de nós (os gatilhos, para quem já leu Como Aproveitar a Sua Encarnação, do Mauro Kwitko), como também estamos ligados por laços kármicos. Isto é, temos pessoas no nosso convívio que precisamos nos harmonizar, devido a situações que ocorreram em outras vidas.

Você sofre por que um irmão cometeu uma injustiça contigo? Você se magoa por que percebe que você faz tudo por alguém, e essa pessoa não valoriza? Você sofre por que alguém te traiu ou abandonou? Então é neste momento que, conforme uma crença e visão reencarnacionista, devemos refletir o que podemos ter feito em uma outra vida para estar passando por isso. Geralmente acontece o oposto: se numa vida roubamos, na outra somos roubados; se numa vida traímos, na outra somos traídos, etc., para vivermos na “pele” o que um dia já causamos.

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É difícil, com certeza. Novamente, como sempre comento aqui no blog, tudo é uma questão de autoconhecimento, que vem com a Reforma Íntima. Quando nos conhecemos, sabemos das nossas inferioridades, ou seja, daquilo que precisamos melhorar, daquilo que nosso espírito tem a tendência a sentir, e afrouxamos a pressão que colocamos em nós mesmos e nos outros.

Conforme uma frase em uma regressão uma vez: “quem quer provar algo para alguém é o ego, o espírito sabe que basta apenas tentar”. Tentemos ser mais compreensíveis uns com os outros. Tentemos ser mais tolerantes. Tentemos ser mais humildes e pacienciosos. Tentemos, acima de tudo, ter mais compaixão. Todos somos centelhas de Deus, isto é, todos temos a divindade dentro de nós, ninguém é melhor do que ninguém. Todos temos um lado bom, um lado que quer atenção e amor.

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Todos queremos amar e sermos amados. E, por isso, no próximo texto, farei a continuação deste assunto, porém com enfoque nos relacionamentos conjugais. Até lá 😉